/

Home

/

Noticias

/

Brasil

/

Toffoli manda PF enviar ao STF todo material de celulares apreendidos na investigação do caso Master

Toffoli manda PF enviar ao STF todo material de celulares apreendidos na investigação do caso Master

Por Isadora Albernaz e José Marques, Folhapress

12/02/2026 às 14:20

Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo

Imagem de Toffoli manda PF enviar ao STF todo material de celulares apreendidos na investigação do caso Master

O ministro do STF Dias Toffoli

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli determinou nesta quinta-feira (12) que a PF (Polícia Federal) envie todo o material de celulares apreendidos durante a investigação que apura as fraudes bilionárias do Banco Master.

A decisão se deu um dia depois de a PF apontar a suspeição de Toffoli no caso com base em conversas apreendidas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, que mencionam o ministro.

Além do conteúdo dos aparelhos e de outras mídias, Toffoli determinou à PF que encaminhe "laudos periciais sobre o referido material, incluindo-se dados telemáticos, informáticos e telefônicos" e "outros elementos de prova já documentados, mas que ainda não estão encartados neste inquérito".

As determinações de Toffoli se dão em um momento de pressão interna para que ele deixe a relatoria do caso Master. A Folha apurou que os ministros do STF avaliam que a corte vive atualmente uma crise sem precedentes com os desdobramentos da investigação.

O magistrado, no entanto, tem dito a auxiliares e amigos que não vai abdicar do processo. Uma resposta nesse sentido deve ser formalizada ao presidente do STF, Edson Fachin, ainda nesta semana, no âmbito da arguição de suspeição levantada pela PF.

Em nota, o gabinete do magistrado afirmou que "o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações".

Independentemente da resposta de Toffoli, o presidente do Supremo tende a negar a arguição de suspeição, já que a PF não tem legitimidade legal para fazer um requerimento dessa natureza.

A corporação apresentou a Fachin um relatório que mostra uma conversas em que Toffoli e Vorcaro combinam de se encontrar, com referências a festas.

Além disso, há uma troca de conversas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que eles discutem pagamentos para a Maridt, que tem entre seus sócios o ministro. A empresa teve participação no resort Tayayá e está em nome de dois irmãos do magistrado.

Em nota, Toffoli confirmou ter sido sócio de resort, mas disse que não era amigo e que "jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".

Como mostrou a Folha, uma das linhas com que a PF trabalha envolveria o repasse de recursos a Toffoli depois que os irmãos do ministro venderam sua participação no resort para o fundo Arleen, que fazia parte de uma teia controlada pelo Master.

Durante quatro anos (entre 2021 e 2025), como revelou a Folha, os irmãos José Eugenio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli dividiram o controle do Tayayá, no Paraná, com o fundo de investimentos Arleen.

 

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre

1 Comentário

Avatar comentário

Bruna Souza

12/02/2026

14:09

Meu Deus , que País é esse?
Responder
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
politicalivre@politicalivre.com.br
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.