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Toffoli rejeita se declarar suspeito, e Fachin convoca reunião sobre relatório da PF que cita ministro

Toffoli rejeita se declarar suspeito, e Fachin convoca reunião sobre relatório da PF que cita ministro

Por Luísa Martins, Folhapress

12/02/2026 às 16:41

Atualizado em 12/02/2026 às 19:52

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Toffoli rejeita se declarar suspeito, e Fachin convoca reunião sobre relatório da PF que cita ministro

O ministro Dias Toffoli (STF)

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, convocou para esta quinta-feira (12) uma reunião com os colegas para discutir o novo capítulo da crise sobre o Banco Master, depois que a PF (Polícia Federal) apresentou evidências contra o ministro Dias Toffoli.

O encontro será para que Fachin dê ciência aos demais sobre o relatório da PF e sobre a resposta que Toffoli já enviou à presidência, negando haver razões para suspeição. A Folha apurou que, na manifestação, o relator diz que não tem relações pessoais nem de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Fachin anunciou aos advogados presentes no plenário que começará a ouvir as sustentações orais em um julgamento sobre as atribuições do TCU (Tribunal de Contas da União), mas que encerrará a sessão mais cedo "porque haverá um diálogo entre os ministros deste tribunal".

A expectativa é de que todos os ministros participem do encontro, à exceção dos ministros Luiz Fux e André Mendonça, que estão fora de Brasília.

A PF enviou a Fachin um relatório em que diz ter encontrado menções a Toffoli no celular de Vorcaro e mensagens apontando para pagamentos feitos à empresa Maridt, que tem Toffoli entre seus sócios.

As alegações levaram o ministro a divulgar duas notas —uma na quarta-feira, afirmando que a PF fazia "ilações", e outra nesta quinta, em que ele nega ser amigo ou ter recebido dinheiro de Vorcaro, embora confirme ter sido sócio do resort Tayayá.

Nos bastidores do STF, a leitura é de que o cenário se agravou para Toffoli, que a corte vive uma crise sem precedentes e que Fachin volta a estar em um fogo cruzado sobre como lidar com a intensificação dos desgastes.

A tendência é de que o presidente do Supremo negue a arguição de suspeição, já que a PF não tem legitimidade para fazer um requerimento dessa natureza. A decisão de Fachin deve ser monocrática (individual) e restrita a essa questão técnica, sem adentrar no mérito sobre as relações entre Toffoli e Vorcaro.

A reunião ocorre no mesmo dia em que Fachin planejava fazer um almoço de confraternização entre os ministros e debater a ideia de um código de conduta —evento que acabou cancelado, conforme aviso enviado aos gabinetes em 4 de fevereiro.

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