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FBI investiga ex-diretor de inteligência crítico a Trump por suspeita de vazar informações sigilosas

FBI investiga ex-diretor de inteligência crítico a Trump por suspeita de vazar informações sigilosas

Por Chris Cameron e Glenn Thrush / Folha de São Paulo

19/03/2026 às 11:00

Atualizado em 19/03/2026 às 10:20

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de FBI investiga ex-diretor de inteligência crítico a Trump por suspeita de vazar informações sigilosas

Casa Branca

O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, abriu uma investigação sobre Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, por supostamente ter vazado informações de inteligência sigilosas, segundo pessoas com conhecimento da investigação.

Kent pediu demissão por causa da guerra no Irã. A investigação, no entanto, já estava em andamento antes de sua renúncia, ocorrida na terça-feira (17), de acordo com essas pessoas, que falaram sob condição de anonimato.

A existência do inquérito, revelada pelo site Semafor, ocorreu após um esforço coordenado do governo Trump para desacreditar Kent como alguém não confiável e desleal.

O FBI e o Departamento de Justiça, na gestão Trump, frequentemente miraram críticos e adversários políticos do presidente com investigações criminais, muitas vezes sem evidências suficientes para obter ou sustentar uma acusação formal.

"O Irã não representava uma ameaça iminente à nossa nação", escreveu Kent em sua carta pública de renúncia a Trump, divulgada enquanto o presidente lidava com as consequências econômicas e geopolíticas da guerra.

Kent, o primeiro membro sênior do governo a renunciar por causa da guerra, afirmou que o ataque ao Irã ocorreu "devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby americano".

Ele foi entrevistado na quarta-feira (18) por Tucker Carlson, um amigo próximo, em seu popular podcast online. Carlson, que ganhou notoriedade por seu trabalho como comentarista conservador, tem sido um dos opositores conservadores mais visíveis da guerra e um crítico vocal de Israel.

Críticos de Kent há muito o acusam de promover uma visão de mundo antissemita e anti-Israel.

Ainda assim, sua renúncia ampliou uma divisão entre os republicanos sobre a guerra e a relação dos EUA com Israel. Trump, que como presidente é sensível ao ecossistema de mídia de direita, rapidamente repreendeu Kent após sua saída, dizendo: "é bom que ele tenha saído porque disse que o Irã não era uma ameaça".

Em sua participação com Carlson, Kent elogiou efusivamente o presidente e suas políticas anteriores, incluindo ações passadas de agressão contra o Irã, como o assassinato do general Qassem Soleimani em 2020 e o bombardeio americano de instalações nucleares iranianas no ano passado.

Ao mesmo tempo, reiterou suas afirmações de que não havia evidências de um ataque iminente por parte do Irã antes do início da guerra, e que os Estados Unidos foram levados ao conflito por Israel. Ele defendeu que Trump impeça novos ataques israelenses e suspenda o envio de sistemas de defesa caso Israel não aceite essas condições.

"Ele precisa tratar da questão principal", disse Kent. "A questão principal é o que os israelenses estão fazendo. E ele precisa —de forma muito firme, e provavelmente com uma nova equipe de diplomatas— ir até os israelenses e dizer: ‘Acabou. Nós vamos defendê-los. Vamos garantir que, você sabe, mísseis balísticos não caiam sobre vocês. No entanto, vocês estão proibidos de continuar na ofensiva porque esta é a nossa guerra.’"

Kent não é um crítico comum da guerra. Ele há muito demonstra inclinação por teorias da conspiração, sugerindo, sem evidências, que agentes do FBI poderiam ter sido responsáveis por orquestrar o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA. Ele também rejeitou alegações de interferência da Rússia na eleição de 2016, dizendo que tais acusações faziam parte da "farsa russa".

E, em sua participação com Carlson, os dois promoveram alegações sem fundamento de que Israel poderia ter estado envolvido em uma tentativa de assassinato de Trump em 2024, bem como na morte do influenciador trumpista Charlie Kirk no ano passado.

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