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Eleições 2026: Pacheco deve ser lançado em Minas após julho e PT busca levar União para coligação

Eleições 2026: Pacheco deve ser lançado em Minas após julho e PT busca levar União para coligação

Por Gabriel de Sousa/Estadão Conteúdo

18/04/2026 às 11:45

Foto: Edilson Rodrigues/Arquivo/Agência Senado

Imagem de Eleições 2026: Pacheco deve ser lançado em Minas após julho e PT busca levar União para coligação

Rodrigo Pacheco

O senador Rodrigo Pacheco (PSB) só deve ser oficializado como candidato ao governo de Minas Gerais em julho, perto do início do prazo das convenções partidárias. Conforme apurou o Estadão/Broadcast, mesmo com a participação dele dada como certa nos bastidores, a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda negocia a entrada de partidos na coligação, em especial do União Brasil.

Uma fonte disse ao Estadão/Broadcast que, no tabuleiro eleitoral de Minas Gerais, ganha aquele que decidir se resguardar e não começar a pré-candidatura com antecedência. Por isso, não está previsto que Pacheco se apresente como postulante ao governo mineiro por agora.

Porém, outro fator que ocorre é que os partidos que integram a base de Lula ainda não conseguiram costurar apoios que garantam a viabilidade da vitória do ex-presidente do Senado para o governo mineiro. Para conquistar tempo de televisão, engrossar o palanque e se aproximar do Centro, o União Brasil e o PP estão sendo visados.

O União Brasil, que está federado ao PP e por isso teria que tomar uma decisão em conjunto, é o partido que a base de Lula considera mais próximo de trazer para a coligação. O ex-presidente do Senado foi filiado ao DEM (que se uniu ao PSL e se tornou o União em 2022) entre 2019 e 2021, e o presidente estadual da sigla em Minas, o deputado federal Rodrigo de Castro, é um aliado político. Ele foi procurado, mas não retornou. Atualmente, o PP tem um acordo com o governador Mateus Simões (PSD) para lançar Marcelo Aro como candidato a senador na chapa do atual chefe do Executivo.

Além de Simões, os outros partidos de centro já possuem pré-candidatos: o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB).

A pré-candidatura de Simões, que deixou o Novo e se filiou ao PSD no ano passado, foi o que motivou Pacheco a deixar o partido e procurar uma nova sigla para atender ao pedido de Lula de disputar o governo de Minas e garantir um palanque para ele no Estado. A legenda que o abrigou foi o PSB, com a filiação sendo assinada no último dia 1º.

Até mesmo na base de Lula ainda não há um palanque garantido. O pré-candidato do PDT, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, resiste em abrir mão da disputa para ser o vice de Pacheco. Como mostrou o Estadão/Broadcast, o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, disse que o movimento só será feito pelas mãos do próprio Kalil.

Enquanto o voto bolsonarista deve ser destinado a Cleitinho e Simões, Lula vê Pacheco como o candidato ideal em Minas, capaz de atrair os votos de centro que foram essenciais para a vitória do petista sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com uma margem irrisória, de pouco menos de 50 mil votos.

Para ter Pacheco como candidato, Lula fez uma série de reuniões, levou Pacheco para agendas em Minas e fez pedidos públicos para que o senador, que já havia levantado a ideia de se aposentar da política, topasse participar do pleito.

Ele também foi cotado a assumir a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF) e teve o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Mas, ainda contando com a presença de Pacheco no tabuleiro eleitoral mineiro, Lula preferiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Cleitinho lidera os levantamentos no Estado

Uma pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada no dia 1º, o mesmo dia em que Pacheco se filiou ao PSB, mostra que Cleitinho lidera a disputa no primeiro turno com 32,7% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente do Senado tem 28,6%. Kalil está em terceiro, com 11,7%.

O senador Carlos Viana (PSD) tem 7,5% e Mateus Simões, 6,2%. Gabriel Azevedo (MDB) aparece com 4% e o advogado Benoni Mendes (Missão) registra 3,7%. Brancos e nulos somam 1,8% e outros 3,8% estão indecisos.

Em um eventual segundo turno entre Pacheco e Cleitinho, o pré-candidato do Republicanos tem 47% das intenções de voto, enquanto o do PSB tem 42%. Brancos, nulos e indecisos somam 11%.

A AtlasIntel ouviu 2.195 eleitores mineiros entre os dias 25 e 30 de março mediante recrutamento digital regulatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-01664/2026.

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