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Fachin e Cármen Lúcia admitem crise de confiança no STF e defendem código de ética
Fachin e Cármen Lúcia admitem crise de confiança no STF e defendem código de ética
Por Redação
18/04/2026 às 12:15
Foto: Antonio Augusto/Arquivo/STF
Plenário do STF
Os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia reconheceram que o Supremo Tribunal Federal enfrenta uma crise de confiança junto à população, em meio a desgastes recentes envolvendo o chamado caso do Banco Master e atritos com o Legislativo. Ambos defendem a criação de um código de conduta para os ministros, proposta que ainda encontra resistência dentro da própria Corte. A reportagem é do jornal O Globo.
Fachin afirmou que é necessário reconhecer e enfrentar a crise para evitar soluções superficiais, destacando que o Judiciário deve responder com transparência e compromisso com a Constituição. Ele também criticou o relatório da CPI do Crime Organizado que sugeriu o indiciamento de ministros, argumentando que não há crise institucional com o Legislativo, mas sim divergências de interpretação.
Dados recentes da Datafolha mostram queda na confiança no STF: 75% dos brasileiros consideram que a Corte tem poder excessivo, enquanto 43% dizem não confiar no tribunal — índice recorde. Ainda assim, 71% reconhecem sua importância para a democracia, indicando um cenário de desconfiança combinado com percepção de relevância institucional.
Cármen Lúcia classificou a crise como “grave” e admitiu que há erros a serem corrigidos, mas reforçou o papel essencial do Judiciário na garantia de direitos. A ministra também mencionou a existência de pressões externas e um movimento internacional que, segundo ela, busca deslegitimar o sistema judicial brasileiro, defendendo aprimoramentos para recuperar a confiança pública.
