Jerônimo alfineta oposição e diz que filho de vaqueiro quer governar mais
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
20/04/2026 às 16:55
Atualizado em 20/04/2026 às 17:56
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA
Governador participou de evento oficial em Santa Luz, no último fim de semana
O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a alfinetar a oposição durante evento oficial em Santa Luz, no último fim de semana, ao rebater críticas do grupo político liderado pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil). O chefe do Palácio de Ondina classificou como “elitista” o discurso de adversários e defendeu que a gestão pública deve ser acessível a pessoas de todas as origens sociais.
“A conversa no outro grupo é aquela: ‘só pode ser governador quem é dono de canal de televisão, só pode ser governador quem é dono, quem é filho de dono de indústria’. Isso machuca a gente”, declarou.
Ainda durante o discurso, o gestor citou sua própria trajetória como filho de um vaqueiro e de uma doceira e associou a resistência da oposição à sua imagem ao preconceito de classe. O petista também usou o exemplo de um parlamentar local, o vereador Santinho, que exerceu a profissão de gari antes de ser eleito.
“Ver um governador filho de doceira, um governador filho de um vaqueiro — isso machuca muito a eles. Assim como tem que ter lá um comerciante, um médico, tem que ter um agricultor, tem que ter um gari, tem que ter um motorista. É assim que a gente faz política”, acrescentou.
O chefe do Executivo estadual aproveitou a ocasião para rebater indagações sobre a capacidade administrativa de sua equipe e pontuou que a origem popular de seus quadros não anula a eficiência técnica.
“Nós não abrimos mão da nossa competência de gestão, de planejamento. É por isso que a gente tem condições de aplicar o dinheiro que a gente gerencia com seriedade”, continuou.
Para concluir, ele encerrou o discurso sinalizando que manterá o tom de enfrentamento político e o foco na continuidade do projeto petista:
“Vamos adiante porque o filho do vaqueiro quer governar mais”, finalizou.
