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Trump critica primeiro-ministro da Alemanha por dizer que Irã humilha EUA em negociações

Trump critica primeiro-ministro da Alemanha por dizer que Irã humilha EUA em negociações

Americano afirmou que alemão defende que iranianos tenham arma nuclear, o que é falso

Por Folhapress

28/04/2026 às 19:15

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Trump critica primeiro-ministro da Alemanha por dizer que Irã humilha EUA em negociações

O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (28) o primeiro-ministro alemão Friedrich Merz sobre a guerra no Irã. Ontem, Merz havia afirmado que os iranianos estão humilhando os americanos nas negociações para encerrar o conflito.

"O premiê da Alemanha, Friedrich Merz, acha que não há problema em o Irã ter uma arma nuclear. Ele não sabe do que está falando!", escreveu Trump em uma publicação no Truth Social, distorcendo a posição do primeiro-ministro. Merz afirmou que o Irã não deve ter armas nucleares.

O alemão disse na segunda-feira (27) que a liderança iraniana estava humilhando os Estados Unidos e fazendo autoridades americanas viajarem ao Paquistão para depois saírem sem resultados, em uma crítica incomumente direta sobre o conflito.

Merz também disse que não via qual estratégia de saída os EUA estavam buscando na guerra do Irã — comentários que evidenciaram profundas divisões entre Washington e seus aliados europeus da Otan, que já vinham se agravando pela guerra da Ucrânia e por outras questões.

"Os iranianos são obviamente muito habilidosos em negociar —ou melhor, muito habilidosos em não negociar, deixando os americanos viajarem a Islamabad e, depois, irem embora novamente sem qualquer resultado", disse ele durante uma palestra a estudantes na cidade alemã de Marsberg.

"Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente por esses chamados guardas revolucionários. E espero que isso termine o mais rápido possível", afirmou.

Trump vem manifestando insatisfação com a Otan pelo que considera falta de apoio no conflito com o Irã e ameaça deixar a aliança militar. O americano também acena com a possibilidade de interromper o fornecimento de armas à Ucrânia para pressionar aliados a apoiar a reabertura do estreito de Hormuz.

A via marítima está bloqueada por Teerã desde o início do conflito, o que causa turbulência nos mercados e aumento no preço do petróleo mundial.

Merz reiterou que europeus não foram consultados antes de os EUA e Israel iniciarem ataques ao Irã, em 28 de fevereiro, e disse que expressou diretamente seu ceticismo a Trump depois disso.

"Se eu soubesse que isso continuaria assim por cinco ou seis semanas e pioraria progressivamente, eu teria dito isso a ele de forma ainda mais enfática", afirmou Merz, comparando a situação às guerras anteriores dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

As esperanças de retomar os esforços de paz diminuíram desde que Trump cancelou, no sábado (25), uma visita de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad, a capital paquistanesa. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou à Rússia nesta segunda-feira (27) após negociações fracassadas no Paquistão e em Omã. Ele se encontrou com o presidente Vladimir Putin.

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