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Trump escolhe seu ex-advogado pessoal como secretário de Justiça interino

Trump escolhe seu ex-advogado pessoal como secretário de Justiça interino

Por Alan Feuer, Folhapress

03/04/2026 às 15:18

Foto: Reprodução/Aarquivo

Imagem de Trump escolhe seu ex-advogado pessoal como secretário de Justiça interino

Todd Blanche defendeu o presidente americano em três dos quatro processos criminais que ele enfrentou

Nos últimos anos, Todd Blanche tem sido o advogado a quem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu repetidamente em seus momentos de necessidade.

Foi Blanche quem defendeu Trump em três dos quatro processos criminais que ele enfrentava, perdendo um para o gabinete do promotor distrital de Manhattan, mas vencendo dois contra o promotor especial Jack Smith.

Foi Blanche quem assumiu o cargo de número dois no Departamento de Justiça, entrando como vice-secretário para comandar a agência no dia a dia, quando Trump foi reeleito.

E agora é Blanche quem o presidente convocou novamente —desta vez, em outro momento de turbulência, para servir como secretário interino após a demissão abrupta de sua antecessora, Pam Bondi.

Blanche, 51, traz um histórico misto para o cargo. Ele passou o último ano ou mais viabilizando a politização generalizada do Departamento de Justiça e perdendo a confiança de muitos juízes federais, enquanto ainda servia como último bastião contra as tentativas mais extremas do presidente de buscar vingança contra seus inimigos.

Ele supervisionou a destruição das normas tradicionais de independência do departamento em relação à Casa Branca, frequentemente tratando Trump não como um chefe do Executivo que poderia se beneficiar de seus conselhos jurídicos, mas sim como um cliente escandaloso cujas ordens devem ser seguidas.

Ao mesmo tempo, ele ocasionalmente demonstrou ser leal às suas raízes como ex-promotor federal treinado no Distrito Sul de Nova York e conteve alguns dos esforços mais impulsivos do presidente para abrir processos criminais sem respaldo em evidências.

Embora ainda não esteja claro por quanto tempo Blanche permanecerá em seu novo cargo, quem quer que acabe substituindo-o —se é que será substituído— assumirá um departamento que ele moldou à sua própria imagem. Mais do que a maioria dos Departamentos de Justiça, onde o centro de poder normalmente reside no gabinete do secretário, este Departamento de Justiça tem sido amplamente guiado pelo gabinete de Blanche.

Seus aliados e seguidores estão em toda parte e exercem poder desproporcional.

Aakash Singh, um de seus assessores mais seniores, assumiu o papel de comunicar ordens e definir prioridades para os 93 gabinetes de procuradores federais em todo o país. Outro assessor de alto escalão, Colin McDonald, foi recentemente colocado no comando de um esforço de alto perfil para combater fraudes, trabalhando com o vice-presidente J. D. Vance.

D. John Sauer, o secretário-adjunto para assuntos de apelação, trabalhou com Blanche como advogado particular de recursos defendendo Trump. O mesmo fez Stanley E. Woodward Jr., o secretário associado que supervisiona questões cíveis no departamento.

É difícil imaginar qualquer sucessor replicando a relação próxima que Blanche forjou com Trump enquanto o defendia no tribunal. Isso inclui Lee Zeldin, o administrador da Agência de Proteção Ambiental, cujo nome foi cogitado para o cargo esta semana.

Mesmo depois que Trump foi condenado em Manhattan há dois anos por acusações de falsificação de registros comerciais para encobrir um escândalo sexual que eclodiu às vésperas da eleição de 2016, Blanche nunca perdeu a confiança de seu famoso cliente. Isso se deveu em grande parte ao fato de ele frequentemente imitar a propensão de seu chefe para a agressividade, empregando um estilo de briga e protelação que combinava beligerância jurídica com tentativas persistentes de buscar adiamentos.

Os laços de Blanche com Trump só se fortaleceram durante os dois casos que Jack Smith moveu contra ele, um acusando Trump de tentar reverter a eleição de 2020 e outro acusando-o de reter ilegalmente documentos confidenciais após deixar o cargo em 2021.

Esses dois casos, que Smith foi forçado a arquivar após Trump ser reeleito, não foram apenas vitórias para Blanche. Eles efetivamente definiram a agenda de sua gestão no Departamento de Justiça, onde ele passou grande parte de seu tempo não apenas supervisionando múltiplas tentativas de usar os tribunais para perseguir os inimigos do presidente, mas também realizando um expurgo generalizado dos agentes federais e promotores que trabalharam nas investigações sobre Trump.

Ele se orgulha desse trabalho —ou pelo menos é o que afirmou publicamente.

Durante uma aparição na Conferência de Ação Política Conservadora no Texas no fim de semana, Blanche se gabou para uma plateia de apoiadores de Trump de que o diretor do FBI, Kash Patel, havia "feito uma limpa" na agência, demitindo todos que haviam tocado em um caso de Trump.

"Não há um único homem ou mulher armado, agente federal, ainda naquela organização que tenha tido qualquer envolvimento com a acusação do presidente Trump", disse ele.

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