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Autora da lei do Maio Furta-Cor em Salvador, Maria Marighella destaca importância da saúde mental materna

Autora da lei do Maio Furta-Cor em Salvador, Maria Marighella destaca importância da saúde mental materna

Por Redação

08/05/2026 às 12:10

Foto: Divulgação

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Maria Marighella

Entre os temas debatidos nesta semana que antecede o Dia das Mães está a saúde mental materna. A Lei Municipal nº 9.728/2023, que trata do tema e instituiu o Maio Furta-Cor no calendário oficial de Salvador, acaba de completar três anos e foi apresentada pela então vereadora Maria Marighella e transformou em política pública uma pauta historicamente invisibilizada.

Para Maria, a aprovação do projeto representou um passo importante para transformar cuidado em política pública. “A saúde mental materna precisa ser uma prioridade para a sociedade, um direito garantido e estabelecido em política pública permanente. A maternidade precisa deixar de ser tratada como experiência individual e privada. É uma questão coletiva, social e política”, afirma.

A campanha Maio Furta-Cor surgiu nacionalmente com o objetivo de sensibilizar a sociedade e o poder público sobre os impactos da maternidade na vida das mulheres, fortalecendo redes de apoio e políticas de cuidado voltadas à saúde integral incluindo saúde mental materna. Em 2025, dois anos após a aprovação da lei em Salvador, a iniciativa ganhou alcance estadual com a sanção da Lei nº 14.887/2025, de autoria da deputada  Neusa Cadore, ampliando as ações do Maio Furta-Cor para toda a Bahia.

Em Salvador, o debate ganha ainda mais relevância diante de um dado social contundente: uma em cada cinco famílias é chefiada por mães solo, o maior percentual do país. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de uma em cada cinco mulheres enfrentará algum episódio relacionado à saúde mental durante a gravidez ou no primeiro ano após o nascimento do bebê.

Os números sobre depressão pós-parto também acendem um alerta. Estudos da Fundação Oswaldo Cruz e levantamentos da Universidade Federal de Minas Gerais apontam que mais de 25% das mães brasileiras - uma em cada quatro - apresentam sintomas de depressão pós-parto entre seis e 18 meses após o nascimento do bebê. Feminista, mãe e pré-candidata a deputada federal pela Bahia pelo Partido dos Trabalhadores, Maria Marighella afirma que a maternidade não pode continuar sendo marcada pelo silêncio, pela sobrecarga e pela solidão. 

A lei prevê que o município promova ações permanentes de conscientização, como palestras, oficinas, cursos, seminários e distribuição de materiais informativos, fortalecendo o debate público sobre o tema. A ex-presidenta da Fundação Nacional de Artes também destaca que discutir saúde mental materna é enfrentar desigualdades de gênero, renda e raça que atravessam a vida das mulheres brasileiras. “Toda mãe precisa de rede, acolhimento e direitos. Esse é um compromisso que precisa estar no centro das políticas públicas”, conclui.

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