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Bolsonaro apresenta quadro persistente de instabilidade no equilíbrio corporal, dizem médicos ao STF

Bolsonaro apresenta quadro persistente de instabilidade no equilíbrio corporal, dizem médicos ao STF

Ex-presidente também apresenta uma alteração leve que ainda permanece na parte inferior do seu pulmão esquerdo

Por Maria Magnabosco/Estadão

15/05/2026 às 21:45

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Bolsonaro apresenta quadro persistente de instabilidade no equilíbrio corporal, dizem médicos ao STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou quadro persistente e inalterado de instabilidade do equilíbrio corporal, segundo o relatório médico semanal desta sexta-feira, 15, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os médicos também informaram que foi identificada uma alteração leve que ainda permanece na parte inferior do seu pulmão esquerdo.

Em março deste ano, Bolsonaro passou duas semanas internado em Brasília para tratar de uma pneumonia ocasionada pelos episódios de soluços. No início de maio, o ex-presidente voltou a ser hospitalizado para realização de uma cirurgia no ombro direito. Agora, em prisão domiciliar, ele recebe acompanhamento de profissionais, que enviam semanalmente um relatório ao STF sobre seu quadro de saúde.

Segundo o último documento encaminhado à Corte, Bolsonaro “apresentou quadros recorrentes e persistentes de soluços nos últimos dias, com considerável melhora e estabilização após ajuste terapêutico”. Os profissionais também relataram que a pressão arterial de Bolsonaro está controlada.

Segundo os médicos, ele está realizando de forma regular e diária um “protocolo de fisioterapia motora leve, além do uso de tipoia para imobilização parcial do membro superior direito”.

O ex-presidente não está mais se queixando de dor neste pós-operatório e está usando medicamentos analgésicos por via transdérmica, ou seja, aplicados diretamente na pele, na forma de adesivos ou géis, para serem absorvidos e caírem na corrente sanguínea.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente teve prisão domiciliar humanitária concedida pelo ministro Alexandre de Moraes em março, com prazo inicial de 90 dias, para se recuperar da broncopneumonia. Antes, ele cumpria pena no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

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