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Em ano eleitoral, governo Lula corre contra o tempo para aprovar reajuste aos professores
Em ano eleitoral, governo Lula corre contra o tempo para aprovar reajuste aos professores
Congresso precisa votar MP que é promessa de campanha do presidente até 1º de junho ou ela perderá a validade
Por Gabriela Echenique/Folhapress
18/05/2026 às 18:30
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
O presidente Lula
Parlamentares governistas estão mobilizados para garantir mais uma pauta positiva ao governo Lula: a aprovação da Medida Provisória que prevê um reajuste salarial de 5,4% aos professores.
Se a MP não for aprovada até o dia 1º de junho, ela perde a validade, e os professores terão um aumento de apenas 0,37%, ou cerca de R$ 18.
A MP também mudou o cálculo de reajuste. Hoje, o aumento concedido é pelo valor mínimo por aluno do Fundeb. A nova fórmula leva em conta o INPC mais 50% da média real das receitas do fundo dos últimos cinco anos, o que geraria um reajuste de 5,4% neste ano.
O governo corre contra o tempo porque a proposta foi promessa de campanha de Lula, em 2022. Se a MP caducar, o governo teme que o assunto passará de ativo eleitoral para um desgaste com a categoria.
A relatora do projeto, senadora Professora Dorinha (União-TO), deve apresentar o relatório nesta terça-feira (19). Ela recebeu 34 emendas ao projeto, mas mesmo que altere o texto, a ideia é que ela não mude a essência da proposta do governo.
O presidente da comissão, deputado Idilvan Alencar (PSB-CE), prometeu acelerar essa discussão para não deixar a MP caducar. "Essa comissão vai definir o presente e o futuro do piso salarial dos professores", disse.
Pode haver um pedido de vistas, mas a base aliada trabalha para que seja de apenas 24h e, assim, o texto seja apreciado no colegiado ainda nesta semana.
