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Em Vitória da Conquista, Angelo Coronel diz que o PT é “igual a remédio vencido em prateleira”

Em Vitória da Conquista, Angelo Coronel diz que o PT é “igual a remédio vencido em prateleira”

Por Carine Andrade, Política Livre

23/05/2026 às 13:35

Atualizado em 23/05/2026 às 12:40

Foto: Reprodução

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Recém-rompido com o grupo de Jerônimo Rodrigues (PT), por onde alcançou projeção na política baiana, como a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia e o mandato de senador da República, o ex-pessedista Angelo Coronel, agora no Republicanos, tem adotado uma postura de ataque à gestão petista em entrevistas e eventos no interior durante o período de pré-campanha.

Durante o lançamento da pré-candidatura de Wagner Alves (União Brasil) a deputado estadual, na última sexta-feira (22), em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, Coronel afirmou que o PT “é igual a remédio vencido em prateleira”. Wagner Alves é marido da prefeita do município, Sheila Lemos, e um dos favoritos a conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa no pleito de outubro.

“Saí [do grupo de Jerônimo], vim somar, me aliar a ACM Neto, a Zé Cocá e a João Roma porque me dei conta de que a Bahia precisa de uma mudança urgente. Isso é igual a remédio vencido em prateleira: quando você vê a data de validade vencida, tem que jogar fora porque não serve mais para o povo baiano”, disse Angelo Coronel diante de uma grande plateia, incluindo o pré-candidato ao governo do Estado e o vice da oposição, ACM Neto e Zé Cocá, respectivamente, além de deputados estaduais e federais.

Na semana passada, também durante agenda no interior, Angelo Coronel subiu o tom e disparou críticas ao discurso de “pobreza” adotado pelo PT, em uma indireta que acabou atingindo o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), pré-candidato ao Senado na chapa puro-sangue. Não é novidade que Costa nasceu e foi criado em uma encosta no bairro da Liberdade, em Salvador, e é filho de uma faxineira.

“Eu não aguentava mais o discurso: ‘ah, eu morei na encosta. Ah, minha mãe trouxe pelanca’. Um discurso já demodé [ultrapassado]. Um discurso de 20 anos atrás. E eu resolvi dizer: ‘eu quero alguma coisa nova para minha Bahia e para o meu Brasil’. Esse cansaço, esse discurso enfadonho, achando que falar da pobreza é um troféu. Eu queria que o PT, naquela oportunidade, falasse da prosperidade para nossa gente, e não só de pobreza. Então, eles acham que defender a pobreza é um grande mérito. Eu prefiro defender que as pessoas tenham prosperidade”, afirmou.

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