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Lucro da Petrobras cai 7% no 1º trimestre, para R$ 32,6 bilhões

Lucro da Petrobras cai 7% no 1º trimestre, para R$ 32,6 bilhões

Estatal registra recorde de produção de petróleo e gás, com 3,2 milhões de barris por dia no trimestre

Por Nicola Pamplona/Folhapress

11/05/2026 às 20:45

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Lucro da Petrobras cai 7% no 1º trimestre, para R$ 32,6 bilhões

Petrobras

Em um balanço ainda sem grandes efeitos da escalada das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra no Irã, a Petrobras anunciou nesta segunda-feira (11) que fechou o primeiro trimestre com lucro de R$ 32,6 bilhões, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Pelo desempenho, a empresa anunciou a distribuição de R$ 9,3 bilhões em dividendos a seus acionistas. O valor será pago em duas parcelas, em agosto e setembro.

A empresa disse que, desconsiderando efeitos extraordinários, como a valorização do real frente ao dólar, o lucro teria sido de R$ 23,8 bilhões, em linha com o desempenho dos três primeiros meses de 2025, também sem considerar efeitos extraordinários.

"Entregamos resultados financeiros consistentes no primeiro trimestre de 2026", disse o diretor Financeiro da companhia, Fernando Melgarejo. "Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor."

Nos primeiros três meses de 2026, a Petrobras registrou recorde de produção de petróleo e gás, com 3,2 milhões de barris por dia, alta de 16% com relação ao mesmo período do ano anterior. Deste total, 2,5 milhões de barris referem-se apenas a petróleo.

A estatal afirmou, porém, que o recorde não teve impacto na receita, já que há defasagem entre o embarque do petróleo e o faturamento, que ocorre quando a carga chega aos portos de destino. A empresa fechou o trimestre com receita de R$ 123,7 bilhões, também em linha com o ano anterior.

Também por esse motivo, as vendas do trimestre não foram beneficiadas pela escalada do petróleo após o início do conflito no Oriente Médio, no fim de fevereiro. Os preços de venda no mercado asiático, maior cliente, são feitos com base nas cotações do mês anterior à chegada da carga.

"Portanto, a elevação nos preços de petróleo após o início do conflito no Oriente Médio estará refletida nas exportações do segundo trimestre de 2026", afirmou a companhia.

No primeiro trimestre, diz a empresa, a cotação média do petróleo Brent ficou em US$ 80,6 por barril, apenas 6,5% mais caro do que nos primeiros três meses de 2025. Após a guerra, porém, o valor passou de US$ 100 —nesta segunda, estava em torno dos US$ 104 por barril.

A empresa também anunciou crescimento de 6,4% nas vendas de combustíveis, como parte de uma estratégia de priorizar a produção interna a importações. Foram 1,8 milhão de barris de combustíveis produzidos por dia, contra 1,7 milhão no primeiro trimestre de 2025.

A alta foi quase toda na produção de diesel e QAV (querosene de aviação), produtos que o conflito mais impactou. A produção de diesel S-10 nas refinarias da estatal, por exemplo, atingiu no trimestre o recorde de 512 mil barris por dia.

O fator de utilização das refinarias da estatal chegou a 95%, contra 90% do mesmo período do ano anterior. Em março, já após o início da guerra, o indicador ultrapassou os 97%, maior patamar desde 2014, informou a empresa.

Com maior produção local, as importações de diesel pela empresa caíram 26%. O produto foi o mais afetado após o início do conflito no Oriente Médio, com os preços internacionais subindo mais de 90% em seis semanas.

Para tentar minimizar os repasses ao consumidor brasileiro, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) zerou impostos federais e lançou dois programas de subsídio ao combustível, um deles com apoio dos estados. A Petrobras foi a primeira empresa a aderir.

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