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Tarcísio tem 'teto de vidro', com problemas graves na segurança, e não é invencível, afirma Tebet
Tarcísio tem 'teto de vidro', com problemas graves na segurança, e não é invencível, afirma Tebet
Ex-ministra do Planejamento afirma que caso 'Dark Horse' terá impacto eleitoral
Por Gustavo Zeitel/Folhapress
18/05/2026 às 22:00
Atualizado em 18/05/2026 às 22:00
Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo
A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB)
Ex-ministra do Planejamento de Lula (PT), Simone Tebet (PSB) afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem "telhado de vidro" e pode ser derrotado por Fernando Haddad (PT) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
"Ninguém é invencível numa eleição. Eleição é uma caixinha de surpresas e a gente só sabe o resultado depois que as urnas são apuradas. Acho que tem 'telhado de vidro', tem políticas que foram prometidas e que não foram entregues. Tem um marketing muito bom, tem problemas na segurança gravíssimos", disse ela ao programa Frente a Frente, do jornal Folha de São Paulo e do site UOL, nesta segunda-feira (18).
Durante a entrevista, Tebet reafirmou sua pré-candidatura ao Senado, afastando as especulações de que poderia compor a chapa como vice de Haddad. Segundo ela, a eleição ao Senado deste ano será a mais importante da história.
"Mais do que dar votos para a governabilidade ao presidente eleito, nós precisamos garantir a democracia. O projeto da extrema direita é fazer o máximo possível de senadores para pôr os ministros no cabresto, porque foi o Supremo que prendeu golpistas e condenou [Jair] Bolsonaro", ela afirmou, reconhecendo excessos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Disse ainda ser possível eleger dois senadores aliados de Lula neste ano em São Paulo e evitou dizer quem prefere ao seu lado. "Nós vamos ter que ouvir o presidente Lula, o Fernando Haddad, que vai organizar e capitanear. Temos ainda a vaga de vice-governador, enfim, aqui é um time, ninguém veio para dividir, mas para somar".
A outra vaga ao Senado na chapa é disputada entre Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB), também ex-ministros de Lula.
No programa, Tebet avaliou que o caso "Dark Horse", envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, vai impactar as eleições. "Dar a caneta para um candidato desses sem dar todos esses esclarecimentos que, além de tudo, mentiu e depois desmentiu, isso é a população que vai dizer, mas [o caso] saiu da bolha".
Tebet se candidatou à Presidência da República em 2022 pelo MDB como alternativa de centro à polarização entre Lula e Jair Bolsonaro (PL). Após terminar a disputa do primeiro turno em terceiro lugar, ela apoiou o petista no segundo turno, numa eleição que se mostrou a mais acirrada desde a redemocratização. Com a vitória de Lula, foi nomeada ministra do Planejamento.
Na última semana, o Frente a Frente entrevistou o presidente do PSD, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro Gilberto Kassab. Também passaram pela bancada, entre outros, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Flávio Bolsonaro, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
Tebet foi a nona entrevistada do Frente a Frente, que tem como proposta abordar temas eleitorais de maneira analítica a partir de entrevistas com nomes que despontam como relevantes para as eleições.
