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Ireuda Silva alerta para violência silenciosa contra mulheres e defende mais conscientização

Ireuda Silva alerta para violência silenciosa contra mulheres e defende mais conscientização

Por Redação

01/06/2026 às 09:57

Foto: Divulgação/Arquivo

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Ireuda Silva

A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, manifestou preocupação com os dados de uma pesquisa nacional que aponta que 61% dos brasileiros consideram a violência contra a mulher o crime mais grave do país. Apesar disso, o levantamento revela que grande parte da população ainda não reconhece como violência comportamentos abusivos, como o controle do salário, das amizades e da liberdade de ir e vir das mulheres.

Para Ireuda, os números mostram que ainda há um longo caminho a ser percorrido na conscientização da sociedade sobre as diferentes formas de violência de gênero. “Muitas pessoas ainda associam a violência apenas às agressões físicas, quando, na verdade, ela começa de maneira silenciosa, através do controle, da humilhação, das ameaças e da manipulação emocional. Essas práticas também são violências e precisam ser combatidas”, afirmou.

A parlamentar destacou que a violência psicológica e patrimonial está prevista na Lei Maria da Penha e pode causar danos profundos às vítimas. “Quando um homem controla o dinheiro da companheira, impede que ela trabalhe, fiscaliza suas amizades ou tenta limitar sua liberdade, ele está exercendo uma forma de violência que compromete a autonomia e a dignidade da mulher”, ressaltou.

Ireuda também chamou atenção para os dados que apontam que 71% dos brasileiros acreditam que as mulheres correm mais perigo dentro de casa do que fora dela. Segundo a vereadora, o ambiente doméstico, que deveria representar proteção e acolhimento, muitas vezes se transforma em espaço de medo e sofrimento.

A edil ainda criticou a cultura de culpabilização das vítimas, identificada pela pesquisa. “Nenhuma mulher é responsável pela violência que sofre. Precisamos romper com essa mentalidade machista que transfere para a vítima a culpa pelo comportamento do agressor. O enfrentamento à violência contra a mulher passa pela educação, pela conscientização e pela responsabilização dos autores desses crimes”, afirmou.

Por fim, Ireuda reforçou a importância das políticas públicas voltadas à proteção feminina e destacou iniciativas implantadas em Salvador, como a Patrulha Guardiã Maria da Penha e o Programa Nova Fase. “Precisamos avançar cada vez mais na construção de uma sociedade em que as mulheres possam viver com liberdade, respeito e segurança. O combate à violência contra a mulher deve ser uma responsabilidade de todos”, concluiu.

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