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Operação da PF coloca caso Banco Master no centro da disputa política na Bahia
Operação da PF coloca caso Banco Master no centro da disputa política na Bahia
Por Redação
18/06/2026 às 12:30
Atualizado em 18/06/2026 às 12:19
Foto: Diego Mascarenhas/Arquivo/Divulgação
Rui Costa
A nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, ampliou os desdobramentos do caso Banco Master e trouxe reflexos para o cenário político baiano. Entre os alvos da ação desta quinta-feira (18) estão o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por supostas irregularidades envolvendo a instituição financeira. A reportagem é do jornal O Globo.
As investigações reacenderam discussões sobre a relação entre lideranças do PT da Bahia e Augusto Lima. O empresário adquiriu, durante a gestão do então governador Rui Costa, a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela rede Cesta do Povo, além da operação de um cartão de crédito consignado para servidores públicos, posteriormente transformado no Credcesta e expandido nacionalmente em parceria com o Banco Master.
O nome de Jaques Wagner já havia aparecido no contexto do caso após a divulgação de pagamentos de aproximadamente R$ 11 milhões feitos pelo banco à BK Financeira, empresa pertencente à sua nora. O senador afirma não ter participado de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa e diz desconhecer irregularidades relacionadas ao caso. A empresa também nega qualquer prática ilícita e sustenta que os valores recebidos correspondem à prestação de serviços.
O caso também alcança outros atores da política baiana. Documentos entregues à Receita Federal apontam pagamentos de R$ 5,4 milhões à empresa de consultoria do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, entre 2023 e 2025. O ex-prefeito afirma que a contratação ocorreu dentro da legalidade e que prestou serviços de análise da conjuntura político-econômica nacional. A Polícia Federal investiga possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
