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Sheila Lemos nega rompimento com Tiago Correia, mas admite desgastes após pré-candidatura do marido e saída de vereador mais votado do União Brasil
Sheila Lemos nega rompimento com Tiago Correia, mas admite desgastes após pré-candidatura do marido e saída de vereador mais votado do União Brasil
Por Carine Andrade, Política Livre
01/06/2026 às 16:35
Foto: Divulgação/Arquivo
A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil)
A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), negou a existência de um rompimento político com o deputado estadual Tiago Correia (PSDB), mas admitiu divergências dentro do grupo político após a pré-candidatura do marido, Wagner Alves (União Brasil), ganhar força no município do sudoeste baiano.
Em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da TV Band, nesta segunda-feira (1º), Sheila afirmou que a decisão de lançar Wagner como pré-candidato a deputado estadual foi construída internamente e comunicada previamente a Tiago Correia, que tem em Vitória da Conquista uma de suas principais bases eleitorais.
“Não tem briga nenhuma, pelo menos da minha parte não tem. Eu não costumo brigar com ninguém”, declarou. Segundo ela, antes mesmo de conversar com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), ela e Wagner procuraram Tiago para informar sobre o projeto político.
“Quando nós decidimos, o grupo decidiu colocar o nome de Wagner, a primeira pessoa a ser avisada foi o próprio Tiago Correa. Eu vim com Wagner a Salvador e nós procuramos o Tiago. Falamos com o Tiago antes mesmo de falar com Neto e ficou tudo ajustado que as pessoas que estavam já caminhando com Tiago, continuariam caminhando com Tiago, sem problema nenhum”, afirmou.
Sheila justificou a pré-candidatura do marido dizendo que parte da população conquistense deseja um representante que viva a realidade do município diariamente.
“Conquista tem esse desejo de ter alguém ali que vive na cidade todos os dias, que vive os problemas da cidade”, disse. Apesar do discurso conciliador, a prefeita reconheceu que, ao longo do processo político, surgiram desgastes entre os grupos.
“Vai passando o tempo, aí começam algumas coisas que não se encaixam tão perfeitamente como deveriam encaixar. Então houve algumas conversas”, admitiu.
Racha político
A movimentação ganhou novos contornos após o vereador mais votado de Vitória da Conquista, Diogo Azevedo, deixar o União Brasil e migrar para o PSDB, partido de Tiago Correia, onde anunciou pré-candidatura a deputado federal.
Embora Sheila rejeite publicamente a existência de uma “guerra fria” entre os grupos, as movimentações recentes evidenciam um cenário de tensão política no município. De um lado, Wagner Alves se consolida como aposta do grupo da prefeita para a Assembleia Legislativa; do outro, Tiago Correia amplia sua influência ao atrair Diogo Azevedo para o PSDB e fortalecer um novo palanque político na cidade.
“Diogo Azevedo anda conosco há muito tempo. Era filiado ao PFL, Democratas, União Brasil. Eu fiz o convite para ele sair candidato pela União Brasil, ele aceitou, foi o nosso vereador mais votado”, relembrou.
Ao comentar a saída do vereador, Sheila sinalizou incômodo com a mudança partidária e levantou a possibilidade de questionamento judicial por infidelidade partidária. Segundo ela, a vaga pertence ao partido e o suplente pode reivindicar o mandato.
“Quando sai sem uma justificativa, é infidelidade partidária e o suplente tem direito a entrar pedindo a sua vaga”, explicou. A prefeita ainda argumentou que a permanência de Diogo no União Brasil inviabilizou a entrada de outros nomes na disputa proporcional.
“Nós poderíamos ter feito o próprio Alisson, que é o primeiro suplente, como o Nildo Freitas, ex-vereador. O próprio Chico Estrela queria sair candidato pelo União Brasil, mas não tinha mais espaço”, declarou.
