2 de Julho: Wagner diz que “guerra de torcidas” é natural
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
03/07/2026 às 14:26
Atualizado em 03/07/2026 às 14:18
Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo
O senador Jaques Wagner (PT)
Em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (3), durante evento na Estação da Calçada, onde o governador Jerônimo Rodrigues (PT) autorizou um pacote de investimentos para municípios baianos nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, desenvolvimento urbano e abastecimento de água, o senador Jaques Wagner (PT) minimizou a disputa política registrada durante o tradicional desfile do 2 de Julho.
“O Dois de Julho, em ano eleitoral, sempre fica uma guerra de torcidas. É natural. Uma vaia daqui, um aplauso dali. Eu acho que isso é normal. O Dois de Julho é maior do que tudo isso, ainda mais neste ano, quando passou a ter uma referência nacional com a sanção do presidente Lula, que tornou Salvador a capital simbólica do Brasil na data”, declarou.
O petista, que foi vaiado ao chegar ao cortejo na quinta-feira (2) e alvo de protestos em meio às investigações envolvendo o Banco Master, acrescentou que essas manifestações são naturais, sobretudo em anos de disputa eleitoral.
“Guerra política é guerra política. São as torcidas organizadas que vão para o campo: uma xinga daqui, outra xinga de lá. Eu prefiro preservar o Dois de Julho, mas considero isso algo normal em todo ano eleitoral”, acrescentou.
O parlamentar também aproveitou a ocasião para rebater as críticas da oposição ao andamento das obras da Ponte Salvador–Itaparica e afirmou que os adversários políticos estariam incomodados com o avanço do projeto.
Ao comentar as críticas à obra, o ex-governador disse que a construção da ponte já é uma realidade, assim como outras intervenções de mobilidade realizadas pelos governos petistas na Bahia, e atribuiu as manifestações da oposição ao avanço efetivo da execução do empreendimento.
“Eu acho que eles estão nervosos de ver que a ponte virou uma realidade. Como o metrô virou uma realidade, o VLT virou uma realidade. Alguém que não conseguiu tocar o metrô, com mais de 30 anos de ficar aqui, vem reclamar. É uma obra grande, teve Covid pelo meio, mas anteontem, com a presença do presidente Lula, começou a ponte de apoio para, a partir dela, fazer a construção. O que eles estão nervosos é que o pilar está sendo colocado, as obras estão avançando, e a ponte vai calar a boca de quem não acreditava na realidade importante que ela será para a Bahia. Para mim, isso é desespero”, concluiu.
