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Justiça afasta vereador Gordinho da Favela após operação do MP-BA que apura esquema de fraudes em contratos públicos
Justiça afasta vereador Gordinho da Favela após operação do MP-BA que apura esquema de fraudes em contratos públicos
Por Redação
13/07/2026 às 20:20
Atualizado em 13/07/2026 às 20:36
Foto: Reginaldo Ipê/CMS/Arquivo
O vereador George Carlos Reis Pereira (PP), conhecido como Gordinho da Favela
O vereador George Carlos Reis Pereira (PP), conhecido como Gordinho da Favela, teve o afastamento cautelar do mandato determinado pela Justiça após ser apontado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) como integrante de uma suposta organização criminosa investigada por fraudes em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada no âmbito da operação deflagrada nesta segunda-feira (13) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura um esquema que teria causado prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres públicos municipais.
Além do afastamento do mandato, Gordinho da Favela foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pelo Gaeco na manhã desta segunda-feira.
Segundo o Ministério Público, George Carlos integra o núcleo de agentes públicos da suposta organização criminosa. A investigação aponta que, na condição de ex-diretor-geral e ex-secretário da Seman e atualmente vereador, ele teria exercido influência sobre a gestão da pasta para favorecer empresas investigadas em contratos públicos.
Ao justificar o afastamento, a juíza Martha Carneiro Terrin e Souza afirmou que, embora atualmente exerça mandato de vereador, os elementos reunidos pelo Gaeco indicam que ele manteria influência sobre a Seman, atuando, em tese, como "verdadeiro gestor de fato dos interesses do núcleo empresarial".
Também foi determinado o afastamento cautelar do secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes. De acordo com a decisão, sua permanência em função com poder para autorizar despesas, ordenar pagamentos e influenciar procedimentos administrativos representaria risco às investigações, diante da possibilidade de interferência na produção de provas, manipulação de documentos e constrangimento de servidores.
Conforme o Ministério Público, o esquema teria atuado por cerca de uma década em contratos da Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade (Seman) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), utilizando aditivos contratuais, pagamentos suspeitos e mecanismos de direcionamento para beneficiar empresas ligadas ao grupo investigado.
Clique aqui e leia na íntegra a decisão judicial
