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Campanha de Flávio quer mudar reforma tributária, mas não detalha como baixar IVA

Campanha de Flávio quer mudar reforma tributária, mas não detalha como baixar IVA

Coordenador do plano de governo, Rogério Marinho diz que novo governo apresentaria mudanças em até seis meses

Por Carolina Linhares/Augusto Tenório/Luany Galdeano/Folhapress

18/08/2026 às 21:30

Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Arquivo

Imagem de Campanha de Flávio quer mudar reforma tributária, mas não detalha como baixar IVA

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN)

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta terça-feira (18) que pretende revisitar a reforma tributária em um prazo de quatro a seis meses, caso o presidenciável do PL seja eleito. Ele disse querer reduzir o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), mas não detalhou quais setores seriam afetados com uma alíquota diferente da atual, entre 26,5% e 28%.

Segundo Marinho, a alíquota poderia chegar a 21% sem os subsídios concedidos a setores específicos, mas ele não explicou quais mudanças faria para atingir esse índice e nem quais subsídios poderiam ser cortados.

Segundo ele, profissionais liberais e o setor de serviços, por exemplo, foram penalizados e "vão buscar a sonegação, a evasão e o contrabando". Marinho não disse, porém, se pretende conceder subsídios específicos a essas categorias.

Marinho e Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa de Flávio, representaram o candidato do PL em um evento da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) em Brasília. Outros presidenciáveis como Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) participaram do evento, mas Flávio não compareceu devido a agendas internas na capital federal.

O senador afirmou que considera a reforma atual injusta por culpa do governo Lula (PT), que não comandou as mudanças e as entregou ao Congresso, onde lobbies variados agiram a seu favor.

"É evidente que é um desequilíbrio causado por um governo que não comandou o processo da reforma, entregou a terceiros e não houve uma visão conjunta do que seria a reforma tributária. Nós viramos um balcão de quem dá mais. Quem deu mais conseguiu uma exceção, conseguiu um regime especial", disse.

Marinho diz que há cerca de R$ 6 trilhões, previstos em 10 anos, em subsídios e fundos para combater desigualdades regionais e guerras fiscais que deveriam ser divididos com setores mais pobres, cujo lobby não é forte.

O senador ressaltou ainda não ser contra a reforma e nem ter a ideia de paralisá-la. "Não estamos dizendo que vamos paralisar ou vamos acabar com a reforma tributária. Nós vamos corrigi-la. Achamos que há distorções graves que tornam a implementação da reforma danosa à sociedade. Então, vamos nos debruçar sobre ela, vamos manter o que é bom e vamos corrigir o que a gente acha que é ruim."

Questionado a respeito da Petrobras, Marinho afirmou que não há nenhum plano no sentido de privatizá-la, mas que, se eleito, Flávio deve repetir o governo Jair Bolsonaro (PL) e avaliar a eficiência de todas as estatais.

No caso da Petrobras, ele indicou que deve repetir a política de Bolsonaro de vender ativos da estatal, como refinarias e postos de distribuição.

"A Petrobras é uma empresa importante e estratégica para o Brasil, e como todas as outras empresas estatais, vai passar por uma avaliação para verificar qual é a sua eficácia. [...] No governo passado nós, por exemplo, vendemos os poços maduros, [...] assumidos pela iniciativa privada e que passaram a ter maior produtividade, a gerar impostos, emprego, oportunidades", disse.

Gaspar criticou o governo Lula em relação às bets, culpando o presidente por abrir "a porta para a jogatina" ao regulamentar as apostas. O candidato a vice afirmou, porém, que Flávio ainda não tem uma posição a respeito de proibir totalmente essas plataformas, mas defende uma regulamentação mais dura, que tampouco foi detalhada.

Em sua palestra, Marinho e Gaspar também reforçaram outros pontos do plano de governo de Flávio, como a construção de cinco presídios federais e o enxugamento da máquina pública, com corte de ministérios.

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