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Fachin nega pedido de Flávio para declarar Moraes suspeito no caso Dark Horse

Fachin nega pedido de Flávio para declarar Moraes suspeito no caso Dark Horse

Presidente do STF afirmou que ação questionada por Flávio não é mais relatada por Moraes, mas por André Mendonça

Por Eduardo Barretto/Estadão

07/08/2026 às 18:15

Foto: Reprodução/Flickr STF

Imagem de Fachin nega pedido de Flávio para declarar Moraes suspeito no caso Dark Horse

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou um pedido do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) para declarar o ministro Alexandre de Moraes suspeito em ações do caso Dark Horse. Fachin afirmou que a ação questionada por Flávio, movida pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre o financiamento do filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, não é mais relatada por Moraes, mas pelo ministro André Mendonça.

A decisão de Fachin foi assinada em 25 de junho. No dia seguinte, a Procuradoria-Geral da República concordou com o despacho. O processo foi encerrado formalmente nessa quinta-feira, 6.

O deputado petista Lindbergh Farias pediu a investigação de Flávio após o site The Intercept Brasil revelar que o senador pediu a Daniel Vorcaro, dono do Master, R$ 134 milhões para bancar o filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do pai. Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras.

Os advogados de Flávio apontam uma suposta relação entre Moraes e Vorcaro. Eles citam trocas de mensagens entre o ministro e o banqueiro, que aconteceram em 17 de novembro de 2025, dia em que Vorcaro foi preso. Também mencionam o contrato firmado entre o Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.

O impedimento acontece quando um magistrado tem vínculos formais com uma das partes do processo, a exemplo de parentescos e sociedades empresariais. A suspeição ocorre quando um magistrado admite ter relações pessoais no caso.

O STF nunca aceitou um pedido para declarar um ministro suspeito ou impedido de conduzir algum processo. Desde 2000, foram apresentadas pelo menos 589 ações desse tipo.

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