/

Home

/

Noticias

/

Brasil

/

PF diz que lobista ‘aparentemente tinha autorização’ para agir em nome de Lulinha

PF diz que lobista ‘aparentemente tinha autorização’ para agir em nome de Lulinha

Mensagens de Roberta Luchsinger também revelaram pagamento de joias a ex-chefe de gabinete do presidente Lula

Por Aguirre Talento/Gustavo Côrtes/Estadão

18/08/2026 às 18:15

Atualizado em 18/08/2026 às 18:13

Foto: Reprodução Instagram

Imagem de PF diz que lobista ‘aparentemente tinha autorização’ para agir em nome de Lulinha

A lobista Roberta Luchsinger demonstrava em seus diálogos ter “autorização” para agir em nome de Lulinha

A Polícia Federal afirma em relatório produzido no novo inquérito sobre Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula, que a lobista Roberta Luchsinger demonstrava em seus diálogos ter “autorização” para agir em nome de Lulinha.

Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que ele não pode ser responsabilizado por declarações de Roberta Lucshinger e disse que não poderia comentar supostas mensagens cuja autenticidade não está ainda comprovada. A defesa de Roberta ainda não se manifestou.

Em uma das conversas mantidas com um interlocutor que participava da prospecção de negócios junto ao governo federal, Roberta afirmou diretamente ser uma representante de Lulinha. “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fabio”, afirmou.

Com base nessas informações, a PF apontou que ela agia em nome do filho do presidente. “Aparentemente Roberta tinha autorização para agir em nome dele”, diz trecho da investigação obtido pelo jornal O Estado de São Paulo.

Os diálogos de Roberta foram usados como elementos de prova pela Polícia Federal para embasar a abertura de três novos inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência dela e Lulinha no governo federal. O primeiro inquérito foi aberto para apurar suspeitas nos negócios da dupla junto ao Ministério da Saúde. O segundo inquérito, revelado pelo Estadão, apura suspeitas de negócios deles na Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal. Os dois foram distribuídos ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Como mostrou o Estadão, o terceiro inquérito foi distribuído para o ministro Flávio Dino e também apura suspeitas nos negócios da dupla em outra área do governo federal.

A PF solicitou os inquéritos no final de julho, a partir das provas colhidas na investigação sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Como revelou anteriormente o Estadão, a investigação do INSS colheu indícios e começou a apurar se Lulinha seria sócio oculto do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, e também apurava se Roberta Luchsinger pagou despesas de viagens de Lulinha.

Parte dessas conversas tratavam de pagamentos de boletos e custeio de despesas do ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Ele já afirmou em nota pública se tratar de um empréstimo e disse que pagou de volta a ela R$ 249 mil como quitação desse empréstimo. A PF detectou ainda que Roberta acertou nos diálogos com Marcola a compra de joias para dar de presente à mulher dele. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão.

Conforme diálogos divulgados pelo Metrópoles, Roberta repassou a Marcola informações tratadas com a vendedora das joias. “Ela sugeriu um brilhante. Vai mandar”, escreveu, mandando em seguida foto das joias.

Na conversa com Marcola, Roberta também mandou a minuta de um contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol para o Ministério da Saúde. A informação foi revelada pelo jornal O Globo.

Para a PF, tratava-se de uma tentativa da lobista de pedir ajuda do assessor presidencial para conseguir firmar o contrato com o governo federal. No diálogo, porém, não consta que houve encaminhamento dessa minuta para outra instância do governo.

Leia a nota da defesa de Lulinha

Caso estejamos diante de mais um lamentável episódio de violação do dever de sigilo funcional – crime previsto no art. 325 do Código Penal –, o recorte seletivo e a divulgação parcial das referidas supostas mensagens revelam um abandono de qualquer pretensão de imparcialidade e de obediência às leis, deixando de lado a verdade ou o interesse público para buscar, por meio da exposição midiática, efeitos que a via processual legítima e adequada não permitiria.

A defesa reafirma sua confiança nas instâncias formais e adequadas de apuração dos fatos e se manifestará nos autos em momento adequado, somente após o acesso integral aos dados obtidos pelas quebras de sigilo.

Marco Aurélio de Carvalho e Guilherme Suguimori

 

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
politicalivre@politicalivre.com.br
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.