/

Home

/

Noticias

/

Brasil

/

Renan Santos ganha chance na TV com debate, e aliados dizem que ele não será nova versão de Marçal

Renan Santos ganha chance na TV com debate, e aliados dizem que ele não será nova versão de Marçal

Por Mariana Zylberkan, Folhapress

22/08/2026 às 17:46

Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo

Imagem de Renan Santos ganha chance na TV com debate, e aliados dizem que ele não será nova versão de Marçal

Candidato do Missão depende das redes e não tem tempo em programa eleitoral gratuito

"Tem muita gravação em vídeo, por ser um candidato digital eu preciso gravar muito", disse Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Missão, ao comentar sua agenda para a primeira semana de campanha na última segunda-feira (17).

Dependente das redes sociais para manter a relevância de uma campanha sem tempo de TV ou fatia do fundo eleitoral, o líder do MBL (Movimento Brasil Livre) terá no primeiro debate de presidenciáveis, neste domingo (23), oportunidade de falar com um público diferente do que assiste aos seus vídeos nas redes.

Segundo pessoas próximas que integram a campanha, ele pretende se descolar da inevitável comparação com Pablo Marçal (PRTB), conhecido por também ter levado estratégias de influenciador digital para a disputa eleitoral em 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo.

Segundo esses aliados, em sua primeira participação em um debate entre presidenciáveis, marcado para a noite deste domingo, na Band, Renan terá como estratégia dar ênfase ao plano de governo para se distanciar do modus operandi digital baseado em polêmicas como motor de engajamento e popularidade.

A avaliação interna é que o debate de propostas é o melhor caminho para individualizar a campanha de Renan fora do ambiente digital, onde já mobiliza 2,4 milhões de seguidores no Instagram e 1,1 milhão no TikTok. É também o candidato que mais arrecadou dinheiro via financiamento coletivo destas eleições, R$ 1,2 milhão doados por cerca de 20 mil apoiadores.

Apesar da aposta em uma discussão propositiva, parte do programa de governo segue a lógica do chamado marketing de guerrilha, em que a busca por audiência no ambiente digital se dá por meio de mensagens de forte impacto, polêmicas e exageros.

Alçada a slogan de campanha, a proposta "prendeu, matou", que resume o projeto de segurança pública do candidato, deve ser um dos temas priorizados no debate. "Policiais devem capturar todos os líderes desses grupos anômalos e, quando houver perigo ou resistência, neutralizá-los da maneira mais eficiente", diz trecho do programa de governo do líder do MBL.

Menos ancoradas em propostas, as polêmicas em série que marcaram a conturbada campanha de Marçal em 2024 se concentraram em provocações contra adversários e episódios de violência física, como a cadeirada sofrida durante discussão com José Datena (PSB) durante debate na TV Cultura. Em outro encontro entre candidatos, um membro da equipe de Marçal deu um soco em Duda Lima, marqueteiro de Ricardo Nunes (MDB) na época, um dos principais alvos de Marçal.

No início de 2025, Marçal foi condenado à inelegibilidade por oito anos por disseminar fake news sobre o fundo partidário e por fazer propaganda eleitoral negativa contra adversários, como insinuar, com laudo falso, que Guilherme Boulos (PSOL) era dependente químico.

Marçal obteve liminar na Justiça que permitiu sua filiação ao PRTB e teve a candidatura à Presidência registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Até o momento, Renan acumula contendas menos violentas, mas marcadas por ataques verbais a adversários, entre elas, ter chamado Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) de vagabundos durante congresso do Missão em agosto, e ter usado termos como "rato" e "derrotado" para se referir ao ex-juiz Sergio Moro (PL), candidato ao Governo do Paraná. Ao criticar políticos do centrão, Renan se referiu ao grupo como "cracudos viciados em emendas".

O líder do MBL acumula ao menos oito processos por injúria e difamação na Justiça, a maioria relacionada à disputa presidencial.

O clima de animosidade em torno do líder do MBL ficou explícito durante seu primeiro ato de campanha, em frente à Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), no largo São Francisco, no centro de São Paulo, onde discursou ao lado de aliados usando um colete à prova de balas.

Dias antes alunos haviam organizado um protesto na faculdade contra Renan, que escolheu o local para seu primeiro ato de campanha por ter sido onde iniciou sua trajetória na política estudantil no Centro Acadêmico 11 de Agosto, após ingressar no curso em 2003.

Apesar de ter dito que recorreu à proteção após receber ameaças de morte no próprio dia do ato, sua equipe havia pedido autorização à Polícia Civil paulista para comprar o colete em janeiro, meses antes do início da campanha.

Internamente, a falta de decoro de Renan é avaliada como positiva e resultante de um "sincericídio" incorporado à sua personalidade.

 

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
politicalivre@politicalivre.com.br
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.