Datafolha: Ciro Gomes tem 44% e Elmano de Freitas, 43%, no Ceará
Cenário é de empate técnico pela primeira vez; margem de erro é de três pontos para mais ou para menos
Por João Pedro Pitombo/Folhapress
25/09/2026 às 17:45
Foto: Reprodução/Facebook
Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) em campanha pelo Governo do Ceará
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (25) aponta um cenário de empate técnico entre o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), com 44% das intenções de voto, e o governador Elmano de Freitas (PT), com 43%, na disputa pelo Governo do Ceará.
Vera Lúcia (Novo) e Delegado Huggo (Missão) tiveram 1% cada um. Danilo Soares (Democrata), Ieri Braga (PCO), Zé Batista (PSTU) e Serley Leal (UP) não pontuaram.
Brancos, nulos ou nenhum somaram 6%, enquanto 5% se disseram indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Esta é a terceira pesquisa feita após o início oficial da campanha e aponta para redução gradual da diferença entre os dois principais candidatos. Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em 18 de setembro, Ciro tinha 47% das intenções de voto, ante 40% de Elmano.
No levantamento divulgado em 3 de setembro, o tucano tinha 46% e o petista, 37%. Antes do início da campanha, em 13 de agosto, Ciro tinha 52%, enquanto Elmano apareceu com 33%.
O levantamento, contratado pelo jornal O Povo, foi realizado entre 22 e 24 de setembro com 1.204 eleitores do Ceará. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número CE-00198/2026 e o nível de confiança é de 95%.
Na pesquisa espontânea (quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados), Elmano tem 34% das citações, seguido por Ciro, com 31%. Outros 25% não souberam dizer em quem votariam, 4% disseram votar branco ou nulo e 5% deram outras respostas.
Na simulação de segundo turno, Ciro Gomes marcou 48%, contra 46% de Elmano de Freitas. Brancos e nulos somaram 4%, e 2% disseram não saber em quem votar.
O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos. Elmano tem a maior taxa, com 34%. Ciro Gomes é rejeitado por 29%.
Na sequência, estão Zé Batista (18%) Delegado Huggo (17%), Danilo Soares (16%), Vera Lúcia (15%), Ieri Braga (12%) e Serley Leal (11%). Outros 5% disseram votar em qualquer candidato, 2% disseram rejeitar todos os candidatos e 10% disseram não saber.
A campanha eleitoral no Ceará chega à reta final com palanques pulverizados, disputas judiciais e uma estratégia de "terra ocupada" dos candidatos. Aliados até 2022, Ciro e Elmano trocaram acusações ao longo da campanha e chegaram a discutir com os dedos em riste em um debate.
Depois de disputar quatro eleições presidenciais, Ciro busca se reerguer a partir do seu berço político. Ele voltou ao PSDB depois de três décadas e disputa a eleição aliado a partidos de direita como União Brasil, PP e PL, mantendo a neutralidade na disputa presidencial.
A aliança entre o PL e Ciro fez com que o estado se tornasse epicentro de uma disputa que dividiu o campo conservador e expôs fissuras entre líderes do PL e na família Bolsonaro, com embates públicos entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
A chapa tem o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União Brasil) como vice, além do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) e o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) para o Senado.
No campo governista, Elmano de Freitas concorre à reeleição tendo Gabriella Aguiar (PSD) como candidata a vice. O senador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, forma a chapa para o Senado ao lado da deputada federal Luizianne Lins (Rede), prefeita de Fortaleza de 2005 a 2012.
