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Entenda por que Dias Toffoli e Nunes Marques não votaram na sessão do STF sobre Moraes
Entenda por que Dias Toffoli e Nunes Marques não votaram na sessão do STF sobre Moraes
Por Folhapress
15/09/2026 às 21:30
Atualizado em 15/09/2026 às 21:54
Foto: Rosinei Coutinho/STF
Plenário do Supremo Tribunal Federal
Os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques ficaram de fora da votação desta terça-feira (15) no STF (Supremo Tribunal Federal), na sessão que discutiu a abertura de investigação sobre Alexandre de Moraes no caso Banco Master. Toffoli alegou suspeição por foro íntimo, enquanto Nunes Marques se declarou impedido e citou sua função de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Toffoli reafirmou a suspeição já declarada em processos ligados ao Master, mas permaneceu no plenário. A suspeição por foro íntimo permite que o magistrado se afaste de um julgamento por razões pessoais, sem precisar detalhá-las.
O ministro disse que sua saída da relatoria do caso Master teve como objetivo preservar a corte. Ele deixou a condução das investigações em 12 de fevereiro, após revelações sobre negócios envolvendo sua família e um fundo ligado ao banco.
Toffoli reconheceu ser sócio da Maridt, empresa que teve participação no resort Tayayá, no Paraná, e negociou cotas do empreendimento com um fundo da rede do Master. O ministro afirma que os valores recebidos são lícitos e declarados.
Nunes Marques, por sua vez, deixou o plenário antes da votação. Ao anunciar seu afastamento, afirmou que sua prioridade como presidente do TSE é preservar o equilíbrio das eleições de 2026.
A decisão ocorreu após a revelação de diálogos extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que mencionavam pagamentos ao advogado Kevin Marques, filho do ministro. Nunes Marques negou que o filho tenha prestado serviços ao banco e afirmou nunca ter julgado processos relacionados ao Master nem trocado mensagens com Vorcaro.
"Eu tenho uma missão que me foi conferida pela Constituição brasileira e que, para mim, sem absolutamente nenhum menoscabo da relevância desse julgamento ou do caso Master, eu entendo que essa missão é mais importante, que é assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026", disse antes de pedir para sair.
