Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
João Roma diz que é a favor do fim da escala 6×1, mas alerta para risco de perda de empregos
João Roma diz que é a favor do fim da escala 6×1, mas alerta para risco de perda de empregos
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
09/09/2026 às 16:55
Atualizado em 09/09/2026 às 17:47
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O candidato ao Senado, João Roma (PL)
Em entrevista à rádio Caraíbas FM nesta quarta-feira (9), o ex-ministro da Cidadania e candidato ao Senado, João Roma (PL), disse que é favorável à redução da jornada de trabalho e à substituição da escala 6×1 pelo modelo 5×2. Para ele, a redução da escala pode beneficiar os trabalhadores, proporcionando mais tempo para descanso, lazer e convivência familiar. No entanto, o postulante ao Senado defendeu que a mudança seja acompanhada de medidas voltadas à manutenção dos empregos e à competitividade das empresas.
“Eu sou favorável à redução dessa escala, portanto, a saída de 6 por 1 para 5 por 2. É fundamental que a gente realmente enxergue que as coisas estão mudando no mundo inteiro”, declarou.
Para defender sua tese, o liberal ressaltou que as relações de trabalho estão passando por uma transformação acelerada com o avanço da tecnologia e das novas formas de prestação de serviços. Como exemplos, citou profissionais que atuam como motoristas de aplicativo e manicures e que, de acordo com ele, passaram a trabalhar em modelos mais próximos do empreendedorismo individual.
Na avaliação de Roma, o debate sobre a jornada não pode ser dissociado da competitividade da economia brasileira. Durante a entrevista, o também presidente do PL na Bahia defendeu uma política tributária que, para ele, permita às empresas competir em um mercado cada vez mais globalizado.
“O que a gente precisa, sobretudo, é defender os empregos do nosso Brasil, defender uma relação de impostos que possa viabilizar a competitividade. O dilema vai muito além de uma discussão entre Nordeste e São Paulo, porque a gente compra diretamente com a China, outros países asiáticos, fica mandando mercadoria aqui, deixando completamente impossível essa competição”, acrescentou.
Embora tenha feito ressalvas, o dirigente partidário reafirmou que considera positiva a redução da jornada para os trabalhadores e disse que mais tempo livre pode contribuir, inclusive, para melhorar a produtividade. Ao concluir, o liberal fez questão de defender que a mudança seja acompanhada de “compensações” para o setor empresarial, para evitar que a alteração na jornada resulte em demissões.
“O trabalhador merece sim mais tempo para o seu lazer, para sua família, para poder ter cada vez mais, até mesmo uma melhor produtividade. É fundamental que essas relações venham junto com compensações, inclusive para o mundo empresarial, para o mercado de uma forma mais ampla, para que as pessoas simplesmente não tenham os seus empregos ceifados”, concluiu.
