Lula chora ao fazer forte discurso contra fome e desigualdade social
Por Carine Andrade, Política Livre
29/09/2026 às 20:25
Foto: Reprodução/YouTube
Presidente Lula fez um discurso emocionado no Farola da Barra, em Salvador
Em um discurso emocionado durante sua oitava passagem pela Bahia somente em 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a colocar o combate à fome e a inclusão social no centro de sua fala. Diante de apoiadores que se concentraram no Farol da Barra, em Salvador, nesta terça-feira (29), o presidente afirmou que sua trajetória política é marcada pela defesa da população pobre e pela busca de oportunidades para quem, segundo ele, historicamente foi excluído do acesso à educação e a outros direitos.
Lula afirmou que os mais pobres não podem ser tratados como números e criticou o que classificou como uma “histórica invisibilidade dessa parcela da população”.
“Eles não são números, são homens, mulheres e crianças que durante o século não foram respeitados”, declarou.
O presidente também afirmou que, durante décadas, pessoas pobres tiveram o acesso à educação limitado e foram submetidas a condições de trabalho precárias.
“Durante o século, o pobre não tinha o direito de estudar. Durante o século, o pobre não tinha o direito de quase nada a não ser trabalhar que nem cavalos, ganhar muito pouco e ficar tratando as coisas dos ricos”, afirmou.
Em uma indireta aos seus adversários, Lula fez uma distinção entre riqueza e capacidade intelectual. “Dinheiro é soberba, é prepotência, porque a inteligência está dentro da nossa cabeça, e eu preciso ter a oportunidade de colocar a minha inteligência para fora”, frisou.
O presidente também falou sobre sua própria trajetória política, destacando o fato de ter chegado à Presidência sem diploma universitário. Em tom emocionado, atribuiu parte de sua trajetória à fé.
“Eu sou um homem que agradece a Deus todo dia porque eu não seria o que eu fui, eu não faria o que eu fiz se não tivesse o dedo de Deus na minha cabeça”. Ele completou dizendo que “foi preciso chegar um homem de chão de fábrica para fazer mais universidades neste país. Para fazer seis vezes mais institutos federais do que eles fizeram, para criar o Pé-de-Meia, para não permitir que meninos e meninas de 15 anos desistissem da escola, para ajudar o orçamento familiar”.
