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Lula e Flávio Bolsonaro apostam em soberania e segurança para disputar eleitor
Lula e Flávio Bolsonaro apostam em soberania e segurança para disputar eleitor
Por Carine Andrade, Política Livre
03/09/2026 às 15:00
Foto: Divulgação/Arquivo
Os candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)
As propagandas políticas dos candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), exibidas nesta quinta-feira (3), adotaram estratégias diferentes para apresentar suas propostas ao eleitor. O candidato à reeleição Lula centrou o discurso na defesa da soberania nacional e das riquezas brasileiras, enquanto Flávio Bolsonaro explorou o avanço da violência no país e prometeu endurecer o combate às organizações criminosas.
Também nesta quinta foram exibidas as inserções dos candidatos a deputado federal ligados ao grupo da oposição e da situação.
Na abertura do programa de Lula, a campanha partiu para o ataque direto ao adversário. O petista citou o ex-policial militar Adriano da Nóbrega, apontado na propaganda como líder de um grupo de “matadores de aluguel”, e fez acusações contra aliados de Flávio. Também mencionou o suposto pedido de R$ 134 milhões relacionado ao Banco Master e classificou Flávio como “o pior dos Bolsonaro”.
Depois dos ataques, Lula direcionou a propaganda para a defesa da soberania econômica. O presidente afirmou que um país soberano precisa ter capacidade de produzir o que necessita, controlar suas decisões e utilizar suas riquezas em benefício da população. O principal destaque foram as chamadas terras raras, minerais estratégicos utilizados em tecnologias como celulares, carros elétricos e equipamentos de geração de energia.
A campanha defendeu que o Brasil deixe de exportar apenas matéria-prima e passe a industrializar esses recursos internamente, gerando empregos qualificados. Lula também acusou adversários de estarem dispostos a “entregar” as riquezas brasileiras a estrangeiros e afirmou que os minerais devem ser utilizados para promover desenvolvimento, educação, saúde e dignidade.
Já Flávio Bolsonaro construiu sua propaganda a partir do medo da violência. O candidato afirmou que “o Brasil nunca teve tanto medo” e apresentou relatos de vítimas de crimes para reforçar a percepção de insegurança. A campanha também prometeu mudanças na legislação, aumento de penas e endurecimento do tratamento dado a criminosos.
Entre as propostas apresentadas estão a criação do programa “Brasil Sem Medo” para a segurança pública, a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações “narco-terroristas”, a duplicação da pena para quem roubar celulares e a construção de cinco mega presídios de segurança máxima.
Flávio também prometeu ampliar a proteção às mulheres e afirmou que condenados por estupro e outros crimes graves deverão cumprir integralmente suas penas. Ao final, a campanha recuperou o conceito de soberania, mas o associou diretamente à segurança: “A soberania de você poder andar na rua sem medo”.
Assim, enquanto Lula procurou associar sua candidatura à defesa sobre os recursos naturais, desenvolvimento e independência econômica, Flávio Bolsonaro apresentou a segurança pública como uma questão de soberania individual, prometendo devolver ao cidadão o direito de circular pelo país. Ou dois discursos, portanto, utilizam a ideia de “soberania”, mas a vincularam a prioridades diferentes.
