Oposição pressiona e pede a Fachin arquivamento do inquérito das fake news
Articulação liderada pelo Novo escala nova ofensiva contra STF e também pede fim do sigilo de investigações conexas
Por Gabriela Echenique/Folhapress
09/09/2026 às 20:45
Atualizado em 09/09/2026 às 22:27
Foto: Pedro França/Agência Senado/Arquivo
Oposição no Congresso pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que arquive o inquérito das fake news
Em nova ofensiva, a oposição pediu ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, que arquive o inquérito das fake news. O pedido foi articulado pelo partido Novo, que também tinha pedido ao Supremo o afastamento do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues.
O ofício foi protocolado horas após o presidente da corte assumir a relatoria do inquérito, que estava com o ministro Alexandre de Moraes. A oposição também quer o fim do sigilo das investigações conexas e de provas já documentadas.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, comemorou a decisão de Fachin e disse que ela reorganiza a crise, mas ainda não resolve a questão porque mantém Andrei no cargo.
"Lamento a manutenção de Andrei Rodrigues à frente da PF. A decisão de Mendonça é legítima e está amparada em fundamentos que vão muito além do caso dos relatórios produzidos pela gestão de Lula. Ao menos, agora temos uma data marcada para decidir o futuro de Alexandre de Moraes", destacou.
O ofício é assinado também pelos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto (PL-PB), e pelo coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Entre os argumentos da oposição está o fato de que o inquérito dura sete anos e teria sido ampliado ao longo dos últimos anos, com novas frentes de investigação mesmo sem alteração formal do relator.
O ofício cita que o inquérito chegou a pelo menos 21 investigações tratadas como conexas, como os atos de 8 de janeiro e o pedido de relatórios de inteligência da PF, que amplificaram a crise aberta no STF.
"Esse inquérito fake segue sendo usado para perseguir, intimidar e tentar calar quem denuncia os escândalos dos intocáveis do STF. É um instrumento típico de regime de exceção, sem prazo para acabar e usado para calar críticos e proteger poderosos", disse Van Hattem, que é candidato ao Senado.
