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PF cita envio de R$ 645 mil de Mario Frias a produtora de 'Dark Horse' e questiona origem de recursos

PF cita envio de R$ 645 mil de Mario Frias a produtora de 'Dark Horse' e questiona origem de recursos

Parlamentar aliado da família Bolsonaro nega irregularidades e chama operação policial de 'cortina de fumaça'

Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

10/09/2026 às 19:15

Atualizado em 10/09/2026 às 22:32

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

Imagem de PF cita envio de R$ 645 mil de Mario Frias a produtora de 'Dark Horse' e questiona origem de recursos

O deputado federal Mario Frias (PL)

Documento da Polícia Federal divulgado nesta quinta-feira (10) aponta que o deputado federal Mario Frias (PL) realizou transferência de R$ 645 mil para a Go Up, produtora que fez o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e põe sob suspeita a origem dos recursos.

Frias é produtor-executivo e roteirista da obra. Ele também é responsável por fazer o repasse de emendas parlamentares a empresas de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora.

A reportagem tentou o contato com o parlamentar, que não respondeu. Em vídeo publicado em redes sociais, chamou a ação da PF de "cortina de fumaça" e negou irregularidades.

Frias foi alvo de busca e apreensão em operação da PF autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quinta. Ele também está proibido de sair do Brasil.

Segundo documento que embasou a operação, Frias realizou transferências no montante de R$ 645.400,00 à Go Up, no período de 10 de novembro de 2025 a 30 de dezembro de 2025.

A instituição afirma que o montante não é compatível com o salário do parlamentar, de R$ 44 mil.

"Destaca-se, ainda, o envio de R$ 645.400,00 para a Go Up pelo próprio Deputado Federal Mário Frias, cujos rendimentos mensais alcançam a monta de R$ 44.008,52, colocando em questão o lastro financeiro para dar suporte às transferências feitas para a pessoa jurídica de Karina Gama no curto espaço de menos de 60 dias", diz o documento.

No texto, Frias é citado como integrante de uma organização criminosa que teria praticado crimes como os desvios de recursos públicos vindo de emendas.

Ele também teria direcionado emendas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura, presididos por Karina, para, segundo a PF, "custear contratos celebrados de forma fraudulenta e cuja execução não atendeu às finalidades previstas nos instrumentos contratuais, favorecendo empresas de propriedade de pessoas também ligadas aos integrantes da ORCRIM, com claros indícios de favorecimento e de desvio de valores".

A instituição também destaca proximidade de Karina com Frias e menciona que uma das empresas dela já prestou serviços à campanha do parlamentar.

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