Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Rui Costa volta a criticar ACM Neto e cita suspeitas envolvendo o Banco Master
Rui Costa volta a criticar ACM Neto e cita suspeitas envolvendo o Banco Master
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
16/09/2026 às 16:03
Atualizado em 16/09/2026 às 16:18
Foto: Diego Mascarenhas
O ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado, Rui Costa (PT)
O ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), voltou a fazer críticas ao ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), nesta quarta-feira (16). Em entrevista à rádio Piatã FM, o petista comentou as suspeitas envolvendo o Banco Master e fez uma provocação ao adversário ao citar informações publicadas pelo portal UOL sobre relato de Daniel Vorcaro em proposta de delação premiada.
De acordo com a reportagem, ACM Neto e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, teriam recebido vantagens indevidas relacionadas à captação de recursos para a instituição comandada por Vorcaro. Em entrevista à imprensa na semana passada, o postulante ao Palácio de Ondina classificou as acusações como “fantasiosas e mentirosas”, enquanto Rueda negou irregularidades e afirmou que os contratos citados são lícitos. Para o ex-chefe do Executivo baiano, no entanto, as suspeitas devem ser investigadas.
“Tem denúncia de Vorcaro que pagou R$ 200 milhões a ACM Neto e a Rueda. Que eles cobravam 10% para botar as prefeituras e os governos do Estado do União Brasil, eles cobravam um percentual de 10%. Parece um garçom, cobrando 10%. Por que que as prefeituras do União Brasil permitiram, sem licitação, que o Banco Master fizesse empréstimo?”, indagou.
Ao falar sobre as acusações durante a entrevista, o petista disse, porém, não estar atestando a veracidade das suspeitas, mas defendeu a apuração dos fatos.
“Eu não estou afirmando nada.”
Um anexo da proposta de delação trata especificamente da “captação de recursos públicos promovida por Antônio Carlos Magalhães Neto e Antônio de Rueda”. Vorcaro disse que os pagamentos para os dois eram constantes e afirmou que foi criada uma espécie de “conta corrente” para controlar os valores devidos aos dirigentes do União Brasil.
“Uma vez que ACM Neto e Antônio de Rueda intermediaram diversos negócios para o Banco Master, como o Credcesta, captação de investidores institucionais e intermediação junto ao BRB, sempre mediante o pagamento de vantagens indevidas, ambos passaram a ter uma espécie de conta corrente gerencial de valores a receber junto ao Banco Master”, diz trecho da proposta de delação de Vorcaro.
