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Após vitória de Lula, Rosemberg diz esperar maior protagonismo da Bahia no governo federal
Após vitória de Lula, Rosemberg diz esperar maior protagonismo da Bahia no governo federal
Por Carine Andrade, Política Livre
27/10/2026 às 18:45
Foto: Política Livre/Arquivo
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Rosemberg Pinto (PT)
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Rosemberg Pinto (PT), defendeu nesta terça-feira (27) que a Bahia tenha maior protagonismo na composição do governo federal após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). Para o parlamentar, o desempenho eleitoral do Estado deve ser reconhecido na distribuição de espaços e na participação nas decisões do governo. Até o mês de abril, a chefia da Casa Civil estava sob o comando do ex-governador Rui Costa, eleito senador pelo PT.
Quarto maior colégio eleitoral do País, a Bahia foi o estado do Nordeste que deu a maior votação a Lula, reforçando o peso político do território baiano na reeleição do presidente.
Em entrevista a este Política Livre, Rosemberg afirmou que a discussão sobre a participação da Bahia no governo deve ocorrer em um segundo momento, após a reorganização das ações da gestão e das articulações políticas para o próximo período. O deputado também ressaltou que Lula precisará ampliar sua base de apoio para garantir a governabilidade.
“O PT e a Bahia precisam ter um reconhecimento inclusive maior, pelo papel que sempre teve nas eleições do presidente Lula. Então, a Bahia merece ter um protagonismo ainda maior no governo federal”, declarou.
Segundo Rosemberg, a construção de uma maioria no Congresso passa pela aproximação com lideranças que se posicionam contra o extremismo político, além da manutenção dos partidos que já integram a base aliada. Esse movimento, na avaliação do parlamentar, poderá exigir ajustes e maior participação de diferentes forças políticas na administração federal.
“O grande desafio do presidente é trazer para cá um conjunto de lideranças antiextremistas. Então, eu acho que isso, juntando com o grupo já aliado, o presidente Lula pode formar uma maioria para governar o Brasil e isso, obviamente, requer ajuste e participação no governo”, afirmou.
O deputado ponderou, no entanto, que ainda é cedo para discutir nomes e ministérios. Ele citou as especulações que já circulam sobre possíveis indicações e defendeu que os partidos conduzam as negociações no momento adequado.
“Acho que agora é o momento de comemorar a vitória”, disse Rosemberg, ao destacar que Lula ainda terá de avançar na organização das ações previstas no plano de governo e na articulação política para os próximos anos.
