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Datafolha: 46% rejeitam só Flávio Bolsonaro, e 45%, só Lula

Datafolha: 46% rejeitam só Flávio Bolsonaro, e 45%, só Lula

Eleição presidencial de 2026 se marca por um acirramento da disputa entre quem sofre mais rejeição

Por Igor Gielow/Folhapress

22/10/2026 às 20:30

Foto: Manoella Mello/Divulgação TV Globo

Imagem de Datafolha: 46% rejeitam só Flávio Bolsonaro, e 45%, só Lula

Flávio Bolsonaro e Lula

A três dias do segundo turno, 46% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro (PL), e 45%, em Lula (PT).

Há duas semanas, os índices eram 46% a 43%, respectivamente. O presidente seguiu com a mesma taxa na rodada seguinte, e o senador havia oscilado para 44%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento.

Quando considerados também os eleitores que não votam nem em um nem no outro, a rejeição dos dois é igual, de 48%.

Ao longo de todo o primeiro turno foi assim, com os rivais alternando posições eventualmente. O acirramento da polarização que ganhou ares de definitiva no pleito de 2018, vencido pelo pai de Flávio, o então deputado Jair Bolsonaro, se cristalizou.

Com efeito, não houve espaço para rivais, com todos somando 7,81% dos votos válidos na primeira rodada. O candidato que ficou em terceiro lugar, Augusto Cury (Avante), somou 2,89% dos válidos —ele, a exemplo de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), declararam voto no senador agora.

Neste segundo turno, a agressividade de lado a lado escalou na propaganda eleitoral gratuita, coalhada de inserções de ataques mútuos, e atingiu o ápice no primeiro debate de TV entre Lula e Flávio, realizado no domingo (18) na Band.

O evento foi criticado por observadores como excessivamente agressivo, pautado pela insistência de Flávio de não responder a questões e acossar fisicamente Lula no palco, a exemplo do que fizera em 2016 o americano Donald Trump ao debater com a democrata Hillary Clinton, a quem derrotou.

A troca de acusações e a falta de discussão de propostas apela à manutenção desses números de rejeição, mas parece de difícil atratividade aos poucos eleitores indecisos ou pendulares —que tendem, segundo analistas políticos, a se afastar daquele que for mais agressivo.

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores de terça (20) a quinta (22), em um trabalho encomendado pelo jornal Folha de São Paulo e pela TV Globo registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-09709/2026.

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