Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Félix descarta secretaria para ele no governo e diz que estratégia do PDT garantiu crescimento na Bahia
Félix descarta secretaria para ele no governo e diz que estratégia do PDT garantiu crescimento na Bahia
Por Política Livre
22/10/2026 às 12:28
Atualizado em 22/10/2026 às 16:14
Foto: Divulgação/Arquivo
Félix Mendonça
O deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente do PDT na Bahia, descartou a possibilidade de deixar a Câmara dos Deputados para assumir uma secretaria no segundo mandato do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Reeleito com 60.159 votos, o parlamentar afirmou que não tem interesse em comandar pastas como a de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), atualmente ocupada pelo partido, ou a de Planejamento. Admitiu, entretanto, que gostaria de atuar na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), embora considere difícil uma mudança no comando da pasta, hoje sob influência do PSB.
Apesar de descartar assumir pessoalmente uma secretaria, Félix deixou claro que o PDT vai reivindicar mais espaço no governo, seja com a conquista de uma segunda pasta ou de outra considerada mais estratégica. Atualmente, o partido comanda a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), chefiada por Edson Porto. Segundo o parlamentar, a legenda saiu das urnas fortalecida, com cinco deputados estaduais, empatando com o Avante como terceira maior bancada da Assembleia Legislativa, atrás apenas do PT e do PSD, entre as siglas governistas.
O parlamentar ressaltou que, diferentemente do início do primeiro mandato, quando o PDT aderiu ao governo após as eleições, desta vez a sigla participou diretamente da campanha e espera ser contemplada proporcionalmente à sua contribuição. "Contribuímos para a eleição do governador Jerônimo Rodrigues com votos e apoio. E chegamos à Assembleia até mais fortes do que outros já estavam. Somamos de fato com o governo e igualamos com siglas como o Avante, na terceira colocação na Assembleia. Então, achamos justo o pleito", pontuou.
Félix também comemorou o crescimento do PDT nas eleições deste ano e afirmou que sua votação, a menor entre os deputados federais eleitos pela Bahia, foi resultado de uma estratégia deliberada para fortalecer o partido, e não de perda de prestígio político.
Segundo ele, a prioridade foi montar uma chapa competitiva, com condições de eleger até dois deputados federais, em vez de concentrar os votos em sua própria candidatura. O parlamentar citou o caso do ex-prefeito de Alagoinhas Paulo Cézar, que recebeu mais de 21 mil votos para federal, embora inicialmente pretendesse disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, fazendo dobradinha com Félix. "Ele poderia me passar seis, sete mil votos para mim", afirmou o dirigente.
"Não queríamos ter 100 mil votos e perder a eleição. Foi pensado, não foi coincidência. Foi estratégia política. Fortalecemos o partido na eleição para deputado federal", acrescentou o presidente do PDT.
A mesma estratégia, segundo Félix, foi aplicada na disputa pela Assembleia Legislativa, onde o PDT saltou de uma para cinco cadeiras. Dos eleitos, apenas Marcinho Oliveira conquistou a reeleição. O partido também elegeu os dois deputados estaduais com as menores votações entre os que garantiram mandato na Bahia.
"É coincidência termos os dois deputados estaduais menos votados eleitos e o federal menos votad? Não quer dizer falta de prestígio. É que pensamos por todos, pelo partido, e não em um candidato para estourar a votação", declarou.
Para explicar a estratégia, Félix recorreu a uma comparação com o futebol. "Não pode pegar seu goleiro para ser atacante, senão você vai tomar gol. Não adianta ter dois atacantes maravilhosos e não ganhar o jogo".
O presidente do PDT afirmou ainda que o desempenho confirmou uma avaliação feita antes da disputa. "Fomos o melhor partido para eleger deputado estadual e federal na Bahia. E eu disse isso antes da eleição", concluiu.
