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País tem 20 governadores eleitos no primeiro turno, recorde neste século

País tem 20 governadores eleitos no primeiro turno, recorde neste século

Disputa será decidida no segundo turno em cinco estados e no Distrito federal

Por João Pedro Pitombo/Folhapress

04/10/2026 às 21:40

Atualizado em 04/10/2026 às 21:38

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil/Arquivo

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Cabine de votação

O primeiro turno das eleições terminou com ao menos 20 governadores eleitos já na primeira etapa, enquanto 5 estados e o Distrito Federal terão segundo turno. É a eleição com maior número de eleitos já no primeiro turno neste século.

As eleições até então com mais governadores eleitos em primeiro turno foram as de 2010 (18) e 2006 (17).

O número recorde pode ainda subir para 21, por causa de uma indefinição no Rio de Janeiro. O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), 37, seria eleito governador do Rio já no primeiro turno, caso os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) sejam mantidos como nulos.

O ex-governador ainda aguarda julgamento de um recurso sobre o indeferimento do registro de sua candidatura.

Dentre os maiores colégios eleitorais, foram eleitos os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo; Cleitinho, em Minas Gerais (Republicanos); Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; e Luciano Zucco (PL), no Rio Grande do Sul; e Sergio Moro (PL), no Paraná.

Também foram eleitos no primeiro turno os governadores do Maranhão, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Pará, Piauí, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Rondônia, Roraima e Amapá.

O primeiro turno da eleição coroou a força de políticos conhecidos e estruturas partidárias consolidadas. Ao mesmo tempo, indicou uma ascensão da direita, sobretudo do PL, e de partidos do centrão como o Republicanos e PP no comando de governos estaduais.

Dentre os eleitos já neste domingo (4), 11 eram governadores que disputavam a reeleição, incluindo três que eram vices e ascenderam ao cargo em 2026 após a renúncia dos titulares.

Dentre os demais eleitos estão cinco ex-prefeitos, sendo quatro ex-gestores de capitais, três senadores, um deputado federal e um deputado estadual.

Os únicos governadores em reeleição derrotados já no primeiro turno foram Mateus Simões (PSD), em Minas Gerais, e Clécio Luís (União Brasil), no Amapá.

Seis estados vão definir o governador no segundo turno os estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins e Acre, além do Distrito Federal.

No Amazonas, Omar Aziz (PSD) enfrenta Maria do Carmo (PL); No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) trava um embate com Allysson Bezerra; no Tocantins, o segundo turno será entre Dorinha Seabra (União Brasil) e Vicentinho (PSDB).

No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) enfrenta o governador Ricardo Ferraço (MDB); no Acre o embate será entre a governadora Mailza Assis (PP) e o senador Alan Rick. Por fim, Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) se enfrentam no Distrito Federal.

O resultado do primeiro turno traz o PL como principal força nos governos estaduais, com seis governadores eleitos. Na sequência, aparecem o PT, PP e Republicanos, com três governadores eleitos cada já no primeiro turno.

O PL elegeu o governador Jorginho Mello, em Santa Catarina; o deputado federal Luciano Zucco no Rio Grande do Sul; o deputado estadual Douglas Ruas, no Rio de Janeiro; o senador Sergio Moro, no Paraná; o ex-prefeito Arthur Henrique, em Roraima; e o senador Marcos Rogério, em Rondônia.

O partido ainda disputa o segundo turno no Amazonas, com Maria do Carmo Seffair, no Amazonas.

Na sequência, aparece o PSD com quatro governadores, sendo três deles no Nordeste. A legenda reelegeu a governadora Raquel Lyra, em Pernambuco, Fábio Mitidieri, em Sergipe, e também elegeu Eduardo Braide, no Maranhão, e Dr. Furlan, no Amapá.

O PT manteve seu enclave no Nordeste com a reeleição dos governadores Rafael Fonteles, no Piauí, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Elmano de Freitas, no Ceará. A legenda ainda disputa o segundo turno no Rio Grande do Norte, com o candidato Cadu de Lula, e no Distrito Federal, com Leandro Grass.

Os demais partidos da esquerda não elegeram nenhum governador, nem chegaram ao segundo turno, com derrotas do PDT no Rio Grande do Sul e Paraná, e do PSB em Pernambuco.

O Republicanos vai governar os dois maiores colégios eleitorais do país: além da reeleição do governador Tarcísio de Freitas, em São Paulo, o partido elegeu o senador Cleitinho em Minas Gerais.

Além disso, reelegeu em primeiro turno o governador Otaviano Pivetta em Mato Grosso, e vai disputar o segundo turno no Espírito Santo e no Acre.

O PP também elegeu dois governadores: Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul e Lucas Ribeiro, na Paraíba.

O PSDB elegeu o ex-prefeito JHC em Alagoas, o MDB venceu em Goiás com Daniel Vilela e o Podemos saiu vitorioso no Pará, com Dr. Daniel.

A eleição para os governos foi mais próxima do cenário de 2022 e distinta de 2018, quando houve uma alta renovação em meio a uma onda antipolítica. Naquele ano, sete dos governadores eleitos não tinham experiência anterior em administração pública e disputavam uma eleição pela primeira vez.

O cenário se inverteu quatro anos depois, com a prevalência de políticos com trajetória na política institucional e um país dividido entre Lula e Flávio Bolsonaro.

A polarização seguiu presente em boa parte dos estados neste ano, mas não organizou de maneira uniforme as eleições para governador. Em quatro estados, os dois principais candidatos estavam alinhados ao campo bolsonarista.

Em estados do Nordeste, candidatos da centro-direita evitaram embates com Lula, ficaram neutros na eleição presidencial e estimularam o voto cruzado.

Dentre todos os estados em que terá segundo turno, nenhum vai replicar localmente a polarização nacional entre PT e PL.

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