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Rompimento político em Ilhéus vira primeiro teste para federação União Brasil-PP na Bahia
Rompimento político em Ilhéus vira primeiro teste para federação União Brasil-PP na Bahia
Por Política Livre
05/11/2026 às 16:20
Atualizado em 05/11/2026 às 15:57
Foto: Divulgação/Arquivo
O rompimento coloca à prova a convivência entre os integrantes da Federação União Progressista
O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (União Brasil), e o ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP) colocaram um ponto final na relação política que os uniu na eleição de 2024 e agora caminham em direções autônomas, apesar de estarem legalmente vinculados por força da federação entre as legendas.
O rompimento coloca à prova a convivência entre os integrantes da Federação União Progressista, homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março deste ano e com validade por quatro anos. Pela legislação eleitoral, os partidos federados devem atuar de forma unificada em todos os níveis, inclusive nos municípios.
Em nota pública, Jabes Ribeiro, que é secretário-geral do PP na Bahia, atribuiu a Valderico a iniciativa do rompimento. “Em nome da direção do Progressistas de Ilhéus, venho a público manifestar nossa posição diante da atitude do Valderico Reis, que rompe a relação política com o nosso Partido e compromete a unidade da Federação União Progressista no município, formada pelo PP e pelo União Brasil e constituída até as eleições de 2028”.
Com a ruptura, três nomes indicados pelo PP deixaram o primeiro escalão da Prefeitura. Foram exonerados Cacá Colchões, que comandava a Secretaria de Serviços Urbanos; Sayonara Machado, da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza; e Anarleide Menezes, da Secretaria de Cultura.
“A vida é feita de escolhas, e cada escolha tem suas consequências. Nos próximos dias, ouviremos nossas lideranças e conversaremos com a direção estadual para definir os próximos passos do Progressistas na política de Ilhéus. Seguiremos com responsabilidade, coerência e compromisso com os interesses da nossa cidade e do nosso povo. Nossa única aliança permanente é com Ilhéus”, diz trecho da nota de Jabes Ribeiro.
Impactos legais
Por ora, o episódio de Ilhéus se restringe ao rompimento político entre os grupos de Jabes e Valderico, sem que tenha sido formalizado qualquer desligamento partidário da federação, ficando ainda no campo do desafio de convivência política.
Mas a Resolução nº 23.670/2021, do TSE, estabelece sanções para o partido que decidir se desligar da federação antes do prazo mínimo. Entre elas estão a proibição de ingressar em outra federação, de celebrar coligações nas duas eleições seguintes e de utilizar recursos do Fundo Partidário até o cumprimento do período remanescente.
Flerte da oposição
Enquanto isso, o grupo político ligado ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) em Ilhéus já se movimenta para atrair Jabes. A começar pelo líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Rosemberg Pinto (PT), que disse ter dado um telefonema de solidariedade ao ex-prefeito, como mostrou o Política Livre.
A interlocução para unificar a oposição local conta ainda com o ex-deputado federal e ex-vice-prefeito Bebeto Galvão (PSD) e com a ex-secretária estadual Adélia Pinheiro, que disputou a prefeitura de Ilhéus contra Valderico em 2024.
