Foto: Divulgação/Arquivo
Jonas Paulo, ex-presidente do PT-BA
A próxima eleição presidencial mexe com as pedras do tabuleiro político no continente americano e repercute fortemente no cenário internacional, com a contraposição da visão de mundo unipolar do imperialismo ianque tentando se sobrepor ao multilateralismo dos países emergentes e dos BRICS e seu banco ainda mais agregador.
Não será uma disputa simples e devemos estar preparados para uma luta renhida e para as possibilidades de ações provocadoras articuladas pela CIA e as Big Techs, assentadas numa rede de mídias sociais e das comunicações oligopolizadas, disseminando ódio, tensões, mentiras e boatos.
A Bahia, como maior estado governado pelo PT há 5 mandatos e centro estratégico da eleição nacional, não ficará imune à peleja.
Já deram um sinal, da provocação ridícula do adversário, a partir dos EUA insinuando fazer de uma start-up baiana em base militar chinesa de guerra híbrida no Estado.
É um aviso de que irão incomodar na sucessão do Estado que é fiador e retaguarda estratégica das vitórias presidenciais do PT no país neste século.
A Bahia tem parcerias fortes com a China nas áreas de ferrovias, mineração, indústria automobilística e componentes de energias renováveis.
Como tem no agronegócio, petroquímica, pneus, celulose, linhas de transmissão, concessão de energia, mineração, eólicas e refinaria com diversos outros países, da Europa Ásia Oriente Médio e das Américas.
Porém, a disputa de avanços tecnológicos e modernização econômica, controle de mercados e comércio internacional e poder financeiro com o avanço das transações virtuais e diversificação de moedas acirram e demarcam campos entre os blocos.
A extrema-direita em ascensão no mundo, turbinada pelos EUA de Trump, com sua ideologia de guerra, se transforma em gendarme do mundo e gerente das taxações ao livre arbítrio.
O mundo vai parar para ver o que acontecerá aqui no Brasil. A batalha será da defesa da DEMOCRACIA e da SOBERANIA NACIONAL e estará encarnada na vitória e reeleição de Lula presidente.
Por isso, por coerência histórica na defesa dos princípios democráticos, coube à esquerda e ao PT liderar essa frente de democratas progressistas, nacionalistas, liberais e socialistas para fazer essa travessia de novo agora em 2026.
E o Nordeste e a Bahia, que vêm dando lições de como construir avanços políticos e sociais nas últimas décadas, nos indicam o caminho de juntar PT, PCdoB, PSB, PDT, PSOL, REDE e PV pela esquerda, agregados ao MDB e PSD, que são grandes partidos nacionais de centro, e, com variações, o SOLIDARIEDADE, o AVANTE e o PODEMOS além de franjas do PP, e compor palanques fortes e uma frente política eleitoral poderosa em defesa dos interesses nacionais e populares e do Estado Democrático de Direito, derrotando as tentações totalitárias da direita reacionária e da extrema-direita neofascista.
A Bahia se sobressaiu ao longo deste processo, por duas décadas, com a liderança do PT e da esquerda, mas com um papel central e decisivo do MDB e PSD como forças de equilíbrio nacional e de agregação e de capilarização do projeto no Estado, que tem um imenso território, e eles têm fundamental importância compondo conosco na cabeça do processo na chapa majoritária.
Agora, com as reeleições de Jerônimo Governador e Lula Presidente, a Bahia tem que continuar sendo ainda mais a referência estadual de construção de unidade das forças democráticas, e espelho para o país.
Não há espaço para veleidades e nem caprichos, a nossa democracia está sob ameaça e exige de nós um compromisso ainda maior de continuarmos fazendo na Bahia um NOVO 2 DE JULHO em cada eleição presidencial, garantindo a liberdade, a democracia e a independência nacional, pois o destino do Brasil mais uma vez vai se definir na Bahia.
*Jonas Paulo é ex-presidente do PT-BA
