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Briga por diretoria mais poderosa da Embasa opõe assessor de Wagner a Carletto e dificulta sua indicação a vice
Briga por diretoria mais poderosa da Embasa opõe assessor de Wagner a Carletto e dificulta sua indicação a vice
Por Política Livre
26/03/2026 às 11:16
Foto: Divulgação | Montagem: Política Livre
O acordo de troca foi selado com Adolfo Loyola e avalizado por Jerônimo
Uma disputa intestina no grupo governista pelo controle da mais poderosa diretoria da Embasa ameaça desfocar a atenção que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pretendia dirigir neste momento exclusivamente à montagem das chapas proporcionais, assunto que o levou a postergar o anúncio da vice.
Ela envolve uma queda de braço entre o grupo do presidente do Avante, Ronaldo Carletto, um dos nomes lembrados para a vaga na chapa de Jerônimo, e Lucas Reis, candidato a deputado federal e principal assessor político do senador Jaques Wagner (PT).
Insatisfeito com as duas diretorias da empresa de água e saneamento que o governo havia entregue a ele no início da gestão, Carletto renegociou o espaço para assumir apenas a diretoria de gestão, o cargo de direção mais cobiçado da Embasa.
O acordo de troca foi selado com o secretário de Relações Institucionais do governo, Adolfo Loyola, e avalizado pelo governador, mas desde o primeiro momento produziu forte resistência em Lucas, que, segundo fontes governistas, usa a companhia como um dos quartéis generais de sua campanha.
Apesar de não ter disfarçado que não aceitaria a mudança na DG, onde mantém um quadro petista ligado diretamente a ele, Jason Jr., Lucas é acusado de ter feito uma manobra política para impedir que a troca se consumasse, o que foi considerado uma deslealdade e causou profunda irritação no grupo de Carletto.
O assessor de Wagner esperou que Ronaldo promovesse a indicação e, supostamente exercendo sua influência sobre a empresa, a bloqueou por meio do Comitê de Elegibilidade, colegiado que, por ser uma empresa de economia mista, a Embasa é obrigada por lei a utilizar para avaliar as indicações ao seu board.
No comitê, o indicado de Carletto foi 'reprovado' porque identificaram que ele havia havia sido membro de uma comissão provisória do Avante. Como o grupo do presidente do Avante acredita que a 'inadmissão' se deveu a pressão política, a situação teria enfurecido os apoiadores de Carletto.
Para demonstrar sua indignação com a decisão do Comitê, o indicado, com o consentimento do presidente do Avante, chegou a recorrer à Justiça com um pedido de liminar para poder ser nomeado à diretoria de Gestão.
O conflito seria também um dos motivos pelos quais o ex-deputado tem resistido a assumir a vice de Jerônimo, negociação que tem se arrastado e trazido desgaste ao governador. Carletto é considerado também uma das figuras mais próximas no grupo governista do ministro Rui Costa (Casa Civil), desafeto de Lucas.
8 Comentários
Carlos Andrade
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28/03/2026
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04:18
Paulo Manuel
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28/03/2026
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04:11
João da Silva
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28/03/2026
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03:32
Fagner Moreira Lima
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27/03/2026
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13:20
E hoje o que mais preocupa é o que se comenta nos corredores: a dificuldade no fornecimento de cloro, insumo essencial para o tratamento de água, não seria apenas uma questão contratual comum.
Há relatos internos de que fornecedores vêm sendo pressionados de forma incompatível com a natureza pública do serviço. E, segundo esses comentários que circulam dentro da própria empresa, um dos principais fornecedores teria recuado justamente por não aceitar esse tipo de ambiente.
Se isso for verdade, estamos diante de uma situação gravíssima.
Porque não se trata de qualquer produto. O cloro é fundamental para garantir a qualidade da água. A falta dele coloca em risco a segurança sanitária e compromete diretamente a prestação do serviço à população.
É inaceitável que um insumo tão crítico possa ser afetado por disputas internas ou por práticas que, se confirmadas, fogem completamente do interesse público.
A Bahia precisa de respostas.
Se a dificuldade no fornecimento de cloro está ligada apenas a questões administrativas, isso deve ser esclarecido. Mas se há, de fato, um ambiente de pressão indevida sobre fornecedores, isso precisa ser investigado com urgência.
Porque quando o bastidor interfere na operação, quem paga a conta é a população.
brasilqpensa
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26/03/2026
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17:38
Roberto Carlos
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26/03/2026
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11:44
Não sei o que o governador está esperando para tirar ele. Ele é um fiasco no comando da companhia. Tive a oportunidade de me reunir com ele e fica claro que é um completo despreparado para o cargo que ocupa. Ao invés de ajudar o governo Jerônimo, fica trazendo mais problemas em ano eleitoral.
Já temos problemas demais para termos um incendiário trazendo mais problemas para o governo aqui na Bahia.
CARLOS MOTA JR
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26/03/2026
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11:01
Carlos Marques de Santana
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26/03/2026
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10:50
