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“É preciso que a Petrobras produza muito óleo de peroba para passar na cara de ACM Neto e de Flávio Bolsonaro”, diz Deyvid Bacelar

“É preciso que a Petrobras produza muito óleo de peroba para passar na cara de ACM Neto e de Flávio Bolsonaro”, diz Deyvid Bacelar

Por Redação

28/03/2026 às 12:23

Foto: Divulgção/Arquivo

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O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP), Deyvid Bacelar

O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP), Deyvid Bacelar, disse neste sábado (28/3) que será preciso que a Petrobras produza muito óleo de peroba para passar na cara de pau da quantidade de representantes da direita e da extrema direita do país, a exemplo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto e do senador Flávio Bolsonaro (PL), “que tentam agora culpar o presidente Lula pelo aumento dos combustíveis em postos de gasolina do país, depois de todos os crimes de lesa pátria que cometeram”.

Segundo Bacelar, todo mundo sabe que foram os ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro que, em sintonia com o juiz Sérgio Moro, venderam grande parte dos ativos da Petrobras. Bacelar cita a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada em São Francisco do Conde, e da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), localizada na capital do Amazonas. Ele lembra que no governo passado foram vendidas também a Unidade de Industrialização do Xisto (Paraná), a Liquigás (uma das principais distribuidoras de GLP do Brasil) e a Petrobras Distribuidora, “conhecida como BR Distribuidora, que foi privatizada na Bolsa e passou a pertencer à Vibra Energia, por meio de um contrato que possibilita ao comprador utilizar a marca Petrobras, acreditem, e enganar a população por um período de 10 anos”.

Segundo o dirigente sindical, que também é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) do governo Lula, “agora que estamos enfrentando os dissabores de uma guerra provocada pela extrema direita mundial (Estados Unidos e Israel) contra o Irã, vêm os dois caras de pau, ACM Neto e Flávio Bolsonaro, tentar jogar no colo de nosso presidente Lula a culpa pelo aumento dos combustíveis”.

– O Brasil é autossuficiente na produção de petróleo, por isso não depende do valor do barril no mercado internacional para compor os seus preços, destaca Bacelar.

Ele explica que, desde o início da guerra, a Acelen (empresa do Grupo Mubadala, dos Emirados Árabes, que hoje controla a RLAM) já reajustou o preço dos combustíveis cinco vezes na refinaria. E que isso está acontecendo também em todos os postos de combustíveis, que não são mais controlados pela Petrobras, mas por empresas privadas como a Vibra Energia.

“Como sindicalista ligado ao setor de óleo e gás, acompanhei a conquista da autossuficiência do Brasil na produção de petróleo. E tive o privilégio de reverenciar Guilherme Estrella, considerado o "pai do pré-sal" devido ao seu papel fundamental na descoberta das enormes reservas de óleo e gás em camadas mais profundas do solo oceânico brasileiro”, ressaltou Bacelar. Ele recorda que foi esse diretor de Exploração e Produção da Petrobras que liderou a equipe que descobriu o pré-sal, um feito que transformou a indústria petrolífera brasileira e colocou a Petrobras entre as maiores petrolíferas do mundo.

“Estávamos caminhando também para a autossuficiência no setor de refino, quando a ex-presidenta Dilma Rousseff sofreu o golpe, que levou Temer à presidência”, lembrou Deyvid.

Para ele, o Brasil poderia ter se tornado autossuficiente no setor de refino, o que evitaria que tivéssemos necessidade de importar, nos dias de hoje, gasolina e diesel do exterior. “Foram pessoas como ACM Neto e Flávio Bolsonaro que tentaram destruir o setor estratégico de óleo e gás no Brasil, mas felizmente o presidente Lula retomou as obras da segunda metade da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, que está em pleno andamento. Hoje temos 11 mil trabalhadores e trabalhadoras atuando ali em Pernambuco, inclusive muitas pessoas da Bahia e de Feira de Santana, que estão ajudando a reconstruir a outra metade dessa refinaria que vai trazer mais 130 mil barris de diesel por dia para o mercado consumidor brasileiro”, apontou.

Ainda segundo Bacelar, outra obra emergencial para o setor de refino, a implantação do Complexo de Energia Boa Ventura, no Rio de Janeiro, vai acrescentar mais 100 mil barris de diesel por dia, garantindo a redução do nível de importação desse insumo importantíssimo para o Brasil. “Hoje o país ainda importa em torno de 25% do diesel que precisa, porque o Brasil é o sexto maior mercado consumidor do mundo. Nós não deveríamos ter esse nível de importação que temos ainda aqui no país. Só o temos porque a Lava Jato parou obras fundamentais durante os governos Temer e Bolsonaro, que cancelaram a construção de duas novas refinarias no Maranhão e no Ceará, a Premium 1 e a Premium 2. Se essas refinarias estivessem hoje operando, nós não estaríamos importando mais nada de diesel, gasolina e gás de cozinha. Pelo contrário, além de exportarmos petróleo, como já somos exportadores, estaríamos também exportando combustíveis para outros países”.

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