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Governo central tem déficit primário de R$ 30 bi em fevereiro, menor do que o esperado
Governo central tem déficit primário de R$ 30 bi em fevereiro, menor do que o esperado
Por Cícero Cotrim e Mateus Maia / Estadão
30/03/2026 às 12:20
Foto: Marcello Casal jr./Agência Brasil/Arquivo
No acumulado em 12 meses até fevereiro, déficit primário do governo central soma R$ 60,401 bilhões, o equivalente a 0,45% do PIB
As contas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) tiveram déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro, após um resultado positivo de R$ 86,900 bilhões em janeiro, informou o Tesouro nesta segunda-feira, 30.
O déficit de fevereiro foi menor do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um resultado negativo de R$ 30,462 bilhões. As estimativas do mercado indicavam déficit entre R$ 36,10 bilhões e R$ 24 bilhões.
O déficit primário do mês passado foi menor do que o registrado em fevereiro de 2025, quando o saldo nas contas do governo central foi negativo em R$ 31,598 bilhões.
As despesas do governo central cresceram 3,1% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2025, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram alta real de 3,6%, na mesma base de comparação.
No mês passado, a arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões, o maior resultado para meses de fevereiro desde 2011, segundo dados da Receita Federal.
O governo central tem superávit primário de R$ 56,854 bilhões no acumulado até fevereiro de 2026. No mesmo período de 2025, o resultado era positivo em R$ 53,466 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas têm alta real de 3,0% na soma do ano, enquanto as receitas totais sobem 2,7% acima da inflação.
No acumulado de 12 meses até fevereiro, o déficit primário do governo central soma R$ 60,401 bilhões, o equivalente a 0,45% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somam 17,18% do PIB, e as discricionárias, 1,65%.
A meta fiscal de 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25% do PIB para mais ou para menos.
