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Governo mantém vaga de Gleisi indefinida ao divulgar lista de novos ministros

Governo mantém vaga de Gleisi indefinida ao divulgar lista de novos ministros

Por Isadora Albernaz, Mariana Brasil e Catia Seabra, Folhapress

31/03/2026 às 13:36

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Governo mantém vaga de Gleisi indefinida ao divulgar lista de novos ministros

Gleisi Hoffmann (PT)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta terça-feira (31) quais serão os novos ministros que assumirão cargos na Esplanada após a debandada dos titulares que serão candidatos às eleições de outubro.

A lista, no entanto, mantém a indefinição de quem substituirá Geraldo Alckmin (PSB) no Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), confirmado candidato a vice na chapa de Lula, e Gleisi Hoffmann (PT) na Secretaria de Relações Institucionais, que concorrerá ao Senado no Paraná.

Segundo apurou a Folha, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), deve entrar no lugar de Alckmin, como resultado de uma manobra de Lula para tirá-lo da eleição deste ano e consolidar seu palanque em São Paulo em torno da candidatura a governador de Fernando Haddad (PT).

Já a vaga de França no Empreendedorismo deve ficar com Márcio Elias, que hoje ocupa a secretaria-executiva do Mdic. O sucessor de Gleisi ainda não foi definido.

O Palácio do Planalto informou 14 nomes que assumirão como ministros –a maior parte já ocupa a função de número 2 da pasta que irão liderar. Na Casa Civil, por exemplo, a secretária-executiva Miriam Belchior substituirá Rui Costa (PT), que sai para a disputa ao Senado na Bahia.

Outros nomes confirmados incluem Bruno Moretti, secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, que irá para o Ministério do Planejamento e Orçamento no lugar de Simone Tebet (MDB), e João Paulo Capobianco, número 2 de Marina Silva (Rede). As duas devem concorrer ao Senado por SP.

A oficialização dos nomes foi feita enquanto é realizada uma reunião ministerial de Lula. Em discurso de abertura, o presidente afirmou que decidiu colocar pessoas que já trabalham nos ministérios para evitar uma "paralisação" dos trabalhos.

"Temos uma máquina que funciona há três anos e três meses. Não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. Não tem novo plano de governo. Temos muita coisa para concluir até 31 de dezembro, e a obrigação de quem fica é concluir, fazer com que a máquina fique sem nenhuma paralisação", disse.

No total, 20 ministros entre os 38 devem se afastar dos cargos por conta das eleições, entre os que disputarão cargos públicos, remanejamentos para outras pastas e atuação na campanha do presidente. O prazo oficial para desincompatibilização se encerra no sábado (4), mas a maioria deve anunciar saída antes desta data.

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