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Ex-prefeita de Cotegipe assume superintendência da Codevasf em Bom Jesus da Lapa sob protestos por apoio a ACM Neto em 2022

Ex-prefeita de Cotegipe assume superintendência da Codevasf em Bom Jesus da Lapa sob protestos por apoio a ACM Neto em 2022

Por Política Livre

14/04/2026 às 21:30

Foto: Divulgação

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A ex-prefeita de Cotegipe Márcia Sá Teles

A ex-prefeita de Cotegipe Márcia Sá Teles foi nomeada para comandar a 2ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), situada em Bom Jesus da Lapa. A chegada dela é atribuída a uma articulação do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT).

A nomeação foi formalizada nesta segunda-feira (13) em um ato interno do diretor-presidente da Codevasf, Lucas Felipe de Oliveira, ao qual este Política Livre teve acesso.

A superintendência estava sob o controle interino de Luiz Geraldo Sciam Bastos, que é servidor de carreira e teve o nome chancelado para o cargo temporário de chefia a partir de uma indicação do ex-prefeito de Coco Marcelo Emereciano, pré-candidato a deputado federal pelo Avante.

Antes, a 2ª superintendência ficou por cerca de nove anos com o engenheiro Harley Xavier Nascimento, que era ligado ao deputado federal Arthur Maia (União Brasil), e foi exonerado após a saída do partido da base do governo federal.

Apesar da aproximação com Rui, através de sua irmã Fernanda Sá Teles, ex-prefeita de Wanderley e hoje superintendente de Agronegócio na secretaria de Agricultura da Bahia, Márcia Sá Teles apoiou a candidatura de ACM Neto ao governo da Bahia em 2022.

É justamente um vídeo da campanha passada em que ela aparece com uma bandeira estampado com o rosto de Neto que foi usado por petistas e governistas da região para criticar sua nomeação.

Nas redes sociais, presidentes do PT dos Três Territórios de Identidade (Rio Grande, Rio Corrente e Velho Chico) externaram repúdio pela escolha do nome. “Não compreendemos a iniciativa de nomear alguém para um dos mais importantes órgãos do Governo Federal cuja trajetória política é contrária ao projeto que hoje conduz o Brasil, liderado pelo presidente Lula. Tal decisão, às vésperas de um processo eleitoral desafiador, tende a fragilizar a estabilidade política tanto na CODEVASF quanto em toda a região”.

“Causa ainda mais estranheza o fato de já haver um superintendente interino devidamente nomeado, restando apenas a sua posse. Trata-se de um técnico experiente, com longa trajetória na instituição, que mantém excelente relação com os movimentos sociais, com os prefeitos municipais — em sua maioria alinhados ao PT e ao PSD — e com os consórcios intermunicipais”, continua o protesto.

Em carta aberta ao presidente Lula, ao governador Jerônimo Rodrigues, aos senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, e ao ex-ministro Rui, eles reiteram que “pode gerar instabilidade política desnecessária, comprometendo a harmonia institucional e enfraquecendo a base política do governo na região”.

Comentários
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1 Comentário

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Antônio Albino dos Santos

14/04/2026

23:22

Vamos aos fatos, sem seletividade nem conveniência: onde estavam essas vozes indignadas quando o deputado federal Arthur Maia manteve Harley Xavier à frente da Codevasf durante os três primeiros anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva? Um aliado direto de quem sempre atacou Lula e o governador Jerônimo Rodrigues com virulência, apoiador declarado de Jair Bolsonaro e ACM Neto em 2022 , assim como tantos outros que hoje, pragmaticamente, compõem o campo de apoio ao governo.

A diferença é simples: quando interessa, chamam de estratégia; quando não interessa, chamam de incoerência. A política real não se faz com purismo seletivo, mas com capacidade de somar forças. E é exatamente isso que representa Márcia Sá: soma, articulação e fortalecimento de um projeto maior.

O que está em jogo não é moralidade, é disputa de espaço. Parte da resistência nasce do medo, medo de perder poder local, como demonstra a atual gestão de Cotegipe, mais preocupada com 2028 do que com o presente. Isso não é estratégia política; é apego pequeno, mesquinho e eleitoral.

Enquanto isso, a 2ª Superintendência da Codevasf carrega anos de aparelhamento de um grupo da extrema direita. Sem ruptura, continuará servindo aos mesmos interesses de sempre. Falar em mudança e rejeitar quem tem força para executá-la é, no mínimo, contraditório. Se o objetivo é alinhar a estrutura ao projeto de Lula e Jerônimo, é preciso ter coragem de fazer o que nunca foi feito, e não repetir o silêncio conveniente de antes.
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