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Área econômica do governo diz que arcabouço fiscal veio para ficar, em meio a pressões do PT
Área econômica do governo diz que arcabouço fiscal veio para ficar, em meio a pressões do PT
Por Fábio Zanini/Folhapress
22/06/2026 às 06:45
Atualizado em 22/06/2026 às 06:29
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Ministério da Fazenda
Apesar das pressões do PT e setores do governo para mudar o arcabouço fiscal em um eventual novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, a equipe econômica pretende defender a regra, embora admita que a discussão sobre ajustes é legítima.
Para 2027, o objetivo é obter superávit primário de 0,5%, com tolerância de 0,25%. Segundo um membro do governo, a ideia é mirar no centro da meta e não deixar as pressões por gastos inviabilizarem esse propósito.
Diversas lideranças petistas têm defendido que o arcabouço contenha exceções para possibilitar aumento de investimentos. É o caso, por exemplo, da deputada Gleisi Hoffmann (PR), ex-presidente do partido, e do coordenador do programa de governo de Lula, José Sergio Gabrielli.
Para uma fonte ligada à área econômica, o arcabouço, criado na gestão do ex-ministro Fernando Haddad, "veio para ficar". O instrumento é considerado imprescindível para que a relação dívida/PIB comece a cair nos próximos anos.
O governo também diz que a lista de "bondades" anunciadas por Lula nos últimos meses, e que pressionam o orçamento, se esgotou neste ano.
Entre elas, estavam o novo Desenrola, subsídios para combustíveis criados em razão da guerra do Irã e linhas de financiamento em condições especiais para caminhões, ônibus, táxis, carros para transporte por aplicativos e motocicletas para entregadores.
Outro item que deve gerar despesas é o projeto de zerar a fila do INSS até o fim do ano, cujo custo é estimado em R$ 11 bilhões. Para isso, o governo diz que o recurso está garantido, após contingenciamento de outras rubricas orçamentárias.
