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Mercado imobiliário visa data centers e R$ 2 tri em investimento em tecnologia digital
Mercado imobiliário visa data centers e R$ 2 tri em investimento em tecnologia digital
Por Luana Franzão, Folhapress
27/06/2026 às 10:29
Foto: Divulgação Ascenty
Data center da Ascenty em Vinhedo, interior de São Paulo
O Brasil deve receber R$ 2 trilhões em investimentos em tecnologias digitais até 2029, com data centers tomando o protagonismo nos aportes —tendência que chama a atenção do mercado imobiliário nacional.
Os números são do Relatório Setorial 2025 da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação). Computação em nuvem (R$ 765,6 bilhões) e inteligência artificial (R$ 736,6 bilhões) lideram as estimativas, com crescimento médio anual projetado de 21% e 20%, respectivamente.
Na visão da associação, a expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem aumenta a demanda por estruturas físicas capazes de armazenar e processar dados em larga escala, abrindo espaço para empreendimentos em áreas com disponibilidade de energia, conectividade e capacidade de expansão.
O Brasil concentra 48% da capacidade instalada de data centers na América Latina, segundo a consultoria JLL. A maior concentração de estruturas está em polos como Barueri (SP), Alphaville (SP), Campinas (SP) e Fortaleza (CE) —esta última relevante pela ancoragem de 17 cabos submarinos no Ceará. Outras regiões, como o Sul do país, começam a ganhar relevância nesse cenário à medida que a demanda cresce.
Para o mercado imobiliário, o movimento representa uma nova categoria de ativo. Diferentemente de galpões logísticos convencionais, data centers exigem terrenos maiores, energia em alta capacidade, sistemas de refrigeração, redundância elétrica e conectividade por fibra óptica, o que restringe as áreas aptas a receber esse tipo de operação e, consequentemente, valoriza os terrenos que atendem a esses requisitos.
