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Campanha de Lula deve pedir que TSE reconsidere suspensão de propaganda com 'currículo de Flávio'
Campanha de Lula deve pedir que TSE reconsidere suspensão de propaganda com 'currículo de Flávio'
Peça listava acusações noticiadas contra o senador e principal rival do presidente na disputa
Por Mariana Brasil/Folhapress
31/08/2026 às 19:00
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro
A campanha do presidente Lula (PT) pretende pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que reveja a decisão de suspender a propaganda eleitoral que listava acusações que pesam contra Flávio Bolsonaro (PL) em formato de currículo.
Nas redes sociais, o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a peça se baseia em fatos noticiados contra Flávio. Entre os casos citados, estão a denúncia feita contra ele por lavagem de dinheiro e vínculo com organização criminosa e seu envolvimento com as fraudes do Banco Master.
"Acatamos a liminar da Justiça Eleitoral que determinou a retirada do ar do material audiovisual que apresenta o currículo do candidato Flávio Bolsonaro, mas estudamos um pedido de reconsideração", escreveu ele.
Na decisão do TSE, a ministra Estela Aranha disse que "o conteúdo divulgado extrapola os limites da crítica política admissível".
"As publicações não se restringem à manifestação de opinião ou ao debate público acerca de posições políticas, mas constroem narrativa que imputa ao candidato envolvimento com organizações criminosas, mediante técnica de associação indireta e encadeamento de fatos, sem indicação de qualquer dado concreto, investigação formal ou imputação jurídica que ampare as alegações", afirmou a ministra.
Intitulada "Conheça o currículo de Flávio Bolsonaro", a propaganda diz que o candidato foi "funcionário fantasma", "denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha" e "flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões no escândalo do Banco Master".
Ao recorrer ao TSE contra a peça, a campanha de Flávio afirmou que ele nunca respondeu a procedimento relacionado a suspeita de que ele tenha sido funcionário fantasma, e que a acusação não tem qualquer lastro com os fatos.
Também disse que não há condenação contra ele no caso da rachadinha, e que a denúncia oferecida pelo Ministério Público foi arquivada pelo TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), "de modo que o uso do termo 'denunciado', no tempo presente, criaria falsa percepção de existência atual de processo criminal em curso".
