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Mendonça manda campanha de Lula remover trechos de vídeo em que pediu votos na Bahia
Mendonça manda campanha de Lula remover trechos de vídeo em que pediu votos na Bahia
Ação foi proposta pelo Novo após petista pedir votos abertamente a aliados antes do início da campanha eleitoral
Por Gabriela Echenique/Folhapress
17/08/2026 às 21:00
Atualizado em 17/08/2026 às 21:03
Foto: Reprodução/Flickr
O presidente Lula e o governador Jerônimo Rodrigues durante convenção na Bahia na pré-campanha
O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) André Mendonça determinou que a campanha de Lula e o PT removam trechos dos vídeos em que o presidente pediu votos para ele e também para aliados durante convenção na Bahia na pré-campanha.
O ministro atendeu parte do pedido feito pelo partido Novo que queria a exclusão dos vídeos da internet. Na decisão, Mendonça deu 24 horas para que Lula, o PT, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) e o Youtube retirem os trechos do ar.
Se a edição não for possível, Mendonça determina que toda a transmissão seja retirada das redes.
Na decisão, o ministro afirma que as manifestações não se limitaram à apresentação de possível candidatura, à defesa de realizações ou à exaltação de qualidades pessoais.
"Foram empregadas expressões literais e diretamente dirigidas à obtenção do voto do eleitorado: "vote em mim"; "esperando um voto de vocês para poder virar presidente da República"; "me elejam pela quarta vez"; "dê um votinho pra mim", lembrou o ministro.
Na convenção estadual, Lula também pediu votos ao ex-ministro Rui Costa e ao senador Jaques Wagner - os dois são candidatos ao Senado pela Bahia.
"Lula e o PT não se sentem obrigados a seguir as regras. A liminar demonstra que o TSE reconheceu aquilo que estava explícito nos vídeos. Houve pedido de voto antes da hora. Não é interpretação política dizer ‘vote em mim’ ou ‘vamos eleger’. É pedido de voto", disse o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.
O ministro afirma que o fato de as declarações terem sido dadas durante convenção partidária não altera essa conclusão e que o evento não é "salvo-conduto para a realização antecipada de atos que correspondam à captação de votos".
A decisão é liminar e, de acordo com o ministro, não antecipa conclusão definitiva sobre eventual responsabilização pessoal do governador da Bahia ou dos candidatos petistas ao Senado.
A decisão já está valendo, mas deve ser referendada pelo plenário do TSE.
