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Alckmin e ex-ministro de Bolsonaro reforçam apelo de Lula na TV a eleitores de direita
Alckmin e ex-ministro de Bolsonaro reforçam apelo de Lula na TV a eleitores de direita
Por Eduardo Moura, Folhapress
21/10/2026 às 17:50
Foto: Reprodução/YouTube
Ex-ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, Santos Cruz aparece em capanha de Lula
A propaganda da campanha de Lula (PT) no horário eleitoral da tarde desta quarta-feira (21) trouxe o General Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, chamando o pai de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de "completamente despreparado" e dizendo que uma característica dele era a "covardia pessoal".
"O general, que esteve dentro do governo e da família Bolsonaro, tem um recado para você", informa um letreiro que abriu o segmento final da propaganda.
"Esse extremismo não é direita, isso é vigarice", diz o general, sobre os apoiadores de Bolsonaro. Sobre Flávio, o ex-ministro diz que o candidato não tem identidade e que ele representa os interesses do pai e os interesses da família Bolsonaro.
A peça de propaganda eleitoral fez um forte aceno a direitistas indecisos, sempre diferenciando a direita da extrema direita, além de explorar um pouco mais a imagem do vice-presidente Geraldo Alckmin, que foi um quadro histórico do PSDB.
"Gente, é bem simples: quem é de esquerda vota 13, quem é de direita vota 13, Geraldo Alckmin. Bolsonarismo não é direita", avisa uma pessoa que se dirige ao espectador.
"De direita ou de esquerda, somos todos brasileiros. E agora o Brasil precisa de todos", diz Alckmin, em seguida. A apresentadora Fátima Bernardes também fez uma fala direcionada a quem não se considera de esquerda. "Você não precisa ser lulista nem petista para votar no Lula e no Alckmin. Basta você ser um defensor da democracia", diz.
A peça publicitária faz parte de um esforço da campanha do petista de tentar angariar votos entre os indecisos, numa eleição cujo primeiro turno foi dominado por candidatos mais à direita. A campanha também mira um aumento na rejeição do senador do PL.
O presidente da República tem dificuldades para incrementar a própria popularidade, por isso precisa aumentar a rejeição do adversário para ganhar a eleição.
Lula terminou o primeiro turno com cerca de 45% dos votos válidos, atrás dos 47% de Flávio Bolsonaro. Desde 1988, quando o segundo turno foi instituído no Brasil, nunca um candidato a presidente que terminou a primeira votação como segundo colocado conseguiu virar na etapa decisiva.
Já na propaganda de Flávio Bolsonaro desta quarta, foi a esposa do candidato quem ganhou mais espaço.
O candidato acena para o eleitorado feminino. "Eu não teria entendido o Brasil tão bem se eu não tivesse olhado a nossa realidade através dos olhos da mulheres", narra o candidato. "Vocês abriram os meus olhos e, principalmente, meu coração".
A estratégia tenta firmar o verniz de "Bolsonaro moderado" que Flávio empreende ao longo de toda a campanha, visando um público que começou a corrida eleitoral mais indeciso e que foi decisivo para a vitória de Lula em 2022.
Após mencionar as pautas da mães atípicas e da proposta do vale-creche, Fernanda Bolsonaro surge em cena falando sobre a creches. "A mentalidade dela me ajudou a mudar", diz Flávio.
"Nossa, mudou muito, amor. Mudei você demais. Reeduquei ele", a postulante a primeira-dama ri. "Não é à toa que você é o Bolsonaro moderado", diz Fernanda, na sequência.
