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Flávio Bolsonaro entrou nos EUA com registro humanitário que autoriza permanência de um ano

Flávio Bolsonaro entrou nos EUA com registro humanitário que autoriza permanência de um ano

Por Anna Júlia Lopes, FOlhapress

28/10/2026 às 16:00

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Imagem de Flávio Bolsonaro entrou nos EUA com registro humanitário que autoriza permanência de um ano

Senador recebeu registro de entrada que consta como data de chegada sendo outubro de 2026 e data de permanência até outubro de 2027

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28) com um registro humanitário que autoriza a permanência do parlamentar e de sua família no país durante um ano.

A informação consta em documento da agência alfandegária e de proteção dos EUA. No documento, aparece o nome de Flávio, com chegada em outubro de 2026 e permanência autorizada até outubro de 2027.

O registro de entrada do senador é classificado como "DT", o que significa que ele recebeu uma autorização humanitária para entrar no país.

Flávio, sua esposa e suas duas filhas desembarcaram em Miami nesta manhã, às 10h23 no horário de Brasília. O senador estava em uma aeronave que saiu da Argentina na noite de terça (27) e fez uma escala no Equador.

O presidente Donald Trump disse que aprovaria a entrada de Flávio no país, mas que não sabia onde o aliado estava. O Departamento de Estado confirmou à Folha que o governo norte-americano concederá vistos ao senador e à sua família —contudo, o registro recebido por eles não configura um visto.

Ainda na terça, aliados de Flávio passaram a dizer que o senador já havia fugido do Brasil. Contudo, ele ainda estava no país e só cruzou a fronteira com a Argentina de noite.

A notícia de uma eventual fuga do filho mais velho de Jair Bolsonaro começou a circular na terça, pela manhã.

Na segunda, o senador disse que não pensava em deixar o país e que lideraria a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de ser derrotado pelo petista. Na ocasião, o parlamentar havia gravado vídeo criticando decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que havia cancelado todos os passaportes emitidos no nome de Flávio.

O ex-candidato à Presidência foi intimado pela PF (Polícia Federal) a entregar os documentos. Contudo, como mostrou a Folha, ele descumpriu a decisão e não entregou os passaportes.

A própria corporação havia comunicado a Moraes "risco concreto de evasão do território nacional" pelo senador.

Embora aliados falem em possível perseguição política, o senador é investigado pelo STF por possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção por conta do filme "Dark Horse". Em maio de 2026, foi revelado que Flávio havia pedido dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção da cinebiografia de seu pai. No entanto, o senador nunca apresentou a prestação de contas do filme.

Ele também é alvo de um pedido de inquérito enviado pela PF ao Supremo para apurar suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. A suspeita é de Flávio seja sócio oculto da casa de apostas BestBet, da qual Willer é sócio ostensivo.

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