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Kassio receberá equipes jurídicas das campanhas após Lula questionar decisões do TSE favoráveis a Flávio Bolsonaro
Kassio receberá equipes jurídicas das campanhas após Lula questionar decisões do TSE favoráveis a Flávio Bolsonaro
Por Mariana Brasil e Luísa Martins, Folhapress
12/10/2026 às 13:45
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE/Arquivo
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, convocou para uma reunião nesta terça-feira (13) as equipes jurídicas das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), após o lado petista questionar decisões do ministro que beneficiaram o candidato do PL.
A mais recente, do último domingo (11), foi a determinação da suspensão do canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Pouco depois, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do TSE, derrubou a censura de Kassio e determinou que o canal volte a funcionar até que o plenário do TSE analise o assunto.
A decisão de suspender atendeu a um pedido de Flávio, que acusou o parlamentar de utilizar o canal para disseminar informações falsas e coordenar ataques contra sua candidatura.
A reunião está prevista para ocorrer à 15h30. De acordo com dois interlocutores, o encontro já estava marcado antes da decisão sobre o canal criado por Janones, há cerca de uma semana. A motivação para marcar a conversa não teria sido os embates recentes entre as campanhas.
O canal de Janones já reunia mais de 3 milhões de usuários e era uma das apostas da campanha de Lula para mobilizar a tropa digital.
A área técnica da corte eleitoral afirmou não ter identificado no canal o conteúdo que a campanha de Flávio citou para denunciar o grupo.
A análise da área é uma resposta a pedido feito neste domingo pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, para que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do órgão investigasse o conteúdo.
"Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos", afirmou o relatório.
