/

Home

/

Noticias

/

Economia

/

Senado aprova reajuste em adicional de fronteira sem indicar como governo vai pagar

Senado aprova reajuste em adicional de fronteira sem indicar como governo vai pagar

Proposta original incluía carreiras no direito ao benefício de R$ 91, e texto aprovado elevou a R$ 191 e incluiu mais servidores

Por Fernanda Brigatti/Luany Galdeano/Folhapress

28/10/2026 às 21:45

Atualizado em 28/10/2026 às 21:22

Foto: Ton Molina/Agência Senado

Imagem de Senado aprova reajuste em adicional de fronteira sem indicar como governo vai pagar

Plenário do Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira (28) o reajuste no valor do chamado adicional de fronteira e ampliou as carreiras públicas que podem receber o valor. Dos atuais R$ 91, ele será reajustado para R$ 191 por dia a partir de 2027.

O custo final da ampliação não foi calculado no relatório aprovado na Câmara na terça (27) e no Senado nesta quarta. O texto foi aprovado por votação simbólica, quando não há contagem de votos, e agora segue para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proposta original, enviada pelo governo Lula em uma medida provisória, previa que a extensão do benefício a mais carreiras custaria R$ 2,99 milhões até 2028, mas o impacto será bem maior.
Só o reajuste custará quase R$ 1 bilhão até 2028, segundo nota técnica à qual a reportagem teve acesso, sem contar no cálculo as novas carreiras que passarão a ter direito ao benefício, segundo o projeto aprovado.

O governo avalia que a proposta pode representar uma bomba fiscal, segundo integrantes da área econômica consultados pela reportagem. Por isso, a expectativa é de que o presidente Lula vete os trechos acrescentados pelo Congresso.

Passariam a ter direito servidores da carreira de auditoria federal de finanças e controle, vinculada à CGU (Controladoria-Geral da União), da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e funcionários da carreira administrativa do Executivo que atuem na Polícia Federal, na PRF (Polícia Rodoviária Federal) e na Receita Federal.

O texto aprovado pelo Congresso nesta semana aumentou o valor e também incluiu entre os possíveis beneficiários outras oito categorias, que passam a ser possíveis beneficiárias, incluindo servidores do Ministério da Educação, das agências reguladoras e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Nesses órgãos, há um número muito amplo de funcionários públicos, o que reforça a estimativa do governo de que o projeto se tornaria uma bomba fiscal.

Procurado por e-mail na terça-feira, o MGI afirmou que não iria se manifestar sobre o tema.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), orientou pela aprovação do texto como estava, para que a proposta não voltasse para nova análise na Câmara.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) chegou a dizer que considerava o texto em discussão no Senado inconstitucional porque o valor e o impacto da medida foram aumentados sem estudo de impacto.

Na comissão especial que discutiu a medida provisória, o Ministério da Gestão e Inovação já havia sinalizado que a ampliação do escopo da MP esbarrava em inviabilidade orçamentária.

O adicional de fronteira é concedido apenas a quem atua em áreas de difícil provimento e busca estimular a lotação de servidores nessas regiões.

Em outra mudança que vai além da proposta do Executivo, o texto aprovado no Congresso aumenta o número de carreiras que podem ser incorporadas ao quadro de pessoal dos ex-territórios federais. Originalmente, o governo reabria o prazo apenas para policiais, para que eles atuassem nas fronteiras.

Ao serem incorporados, os servidores dos ex-territórios federais de Rondônia, Amapá e Roraima podem atuar em órgãos federais ou permanecer trabalhando nas prefeituras ou no governo do estado.

O texto aprovado transforma cargos vagos de nível intermediário do Ministério da Fazenda e da fiscalização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em cargos efetivos de nível superior. A alteração, prevista na medida provisória, não deve ter impacto financeiro, pois depende da realização de concurso público.

Também passa a exigir ensino superior completo para o cargo de técnico do Banco Central.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
politicalivre@politicalivre.com.br
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.